sábado, 18 de novembro de 2017

“Muitos jogadores de futebol consagrados já foram vítimas de abuso sexual”


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ALÊ MONTRIMAS | EX-JOGADOR DE FUTEBOL Ex-goleiro Alê Montrimas em audiência pública na Câmara dos Deputados. B.P.

casos de abuso sexual no futebol


“Muitos jogadores de futebol consagrados já foram vítimas de abuso sexual”
Ex-goleiro sofreu assédio nas categorias de base e hoje milita pela proteção de direitos dos jovens atletas

BREILLER PIRES
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Brasília 28 SET 2017 - 15:03 BRT

Ex-goleiro Alê Montrimas em audiência pública na Câmara dos Deputados. B.P.
Ele foi revelado pela Portuguesa, rodou por clubes do futebol europeu ao interior de São Paulo e, por duas décadas, viveu de perto as agruras comuns a jogadores profissionais que não alcançam o estrelato da bola. Alê Montrimas, de 36 anos, encerrou a carreira em 2014. Uma angústia, porém, nunca deixou de martelar em seu peito. Ele sofreu várias vezes com o assédio sexual de técnicos, preparadores e dirigentes ao longo de sua trajetória nas categorias de base. Tinha apenas 14 anos na primeira investida. O ex-goleiro revela que o suporte da família foi fundamental para que as abordagens não evoluíssem para abusos. No entanto, outros colegas não tiveram a mesma sorte.

O convívio com essa realidade, de crianças e adolescentes expostos a diversas formas de violação de direitos em clubes de futebol, fez com que rompesse o silêncio para ajudar a proteger jovens atletas que sonham ganhar a vida nos gramados. Em parceria com o Sindicato de Atletas, Alê tem rodado pelo Estado de São Paulo ministrando palestras educativas. Sua missão é alertar pais e jogadores para o perigo que ronda as categorias de base. E, acima de tudo, impedir que o abuso sexual continue sendo o grande tabu do futebol.

Pergunta. Você escreveu o livro Futebol: sonho ou ilusão?, em que dedica um capítulo à questão do abuso sexual no futebol. Chegou a ser abordado por abusadores durante sua iniciação em categorias de base?

Resposta. Eu fui assediado durante 10 anos da minha carreira. Não cheguei a ser abusado. Venho de uma família de classe média, que sempre foi muito presente e me aconselhou desde pequeno para evitar esse tipo de contato com adultos. Mas isso é tão comum que os jogadores comentam com frequência no vestiário. Lamentavelmente, já é algo que faz parte da cultura do futebol. E, por isso mesmo, acaba sendo um problema ainda mais difícil de se combater. Crianças e adolescentes muitas vezes sequer tomam consciência de que são abusados, não sabem que são vítimas de um crime abominável. As poucas denúncias que vêm à tona acontecem depois de o garoto comentar sobre o abuso com um adulto alheio à rotina do clube ou alguém da família. Os abusadores se aproveitam do sonho dos meninos para fazer com que se calem e, acima de tudo, entendam o assédio ou o abuso como uma precondição para vingarem na carreira.

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P. Quando e por que decidiu romper o silêncio?

R. Desde que parei de jogar, eu senti que precisava fazer algo para contribuir com o futebol. E colocar o dedo nessas feridas é uma forma de sensibilizar as pessoas.

P. Como aborda o assunto diante de crianças e adolescentes?

R. Nas minhas palestras, eu tento explicar, em primeiro lugar, o que é o abuso sexual. Como isso acontece no futebol e o que fazer para evitar. Os jogadores hoje vivem numa redoma. Não é interessante para quem ganha dinheiro com o futebol que os atletas tenham estudo e informação. É importante que os clubes se comprometam com a educação dos jovens formados em suas categorias de base. E, infelizmente, há poucos times que oferecem boas condições para que o atleta em formação não abandone a escola.

P. Ainda existem muitos clubes que não atentaram para essa questão?

R. A maioria deles. Há dois meses, visitei um clube no interior de São Paulo. O diretor me contou que os atletas, meninos que têm 13, 14 anos, são abordados por homens que oferecem pizza, chuteira ou 50 reais em troca de um programa sexual. Mesmo que não cometam diretamente as violações, os clubes não sabem lidar com isso.

P. Nos últimos seis anos, foram registrados pelo menos 102 casos de abuso sexual relacionados ao futebol...

R. Certamente, esse número deve ser bem maior. Assédio e abuso sexual de crianças existiu no passado, existiu na minha época e continua existindo no futebol. O pior é que está longe de acabar. Os jogadores têm medo de denunciar. E os clubes são coniventes com abusadores e aliciadores. Quando descobre um caso de abuso envolvendo um diretor ou treinador, o clube apenas manda embora esse profissional, em vez de denunciá-lo às autoridades e discutir o problema na mídia. Dirigentes temem que seus clubes fiquem marcados por isso. O fato é que os jovens em categorias de base no Brasil estão largados. Salvo um ou outro grande clube, que conta com o suporte de psicólogos, assistentes sociais e pedagogos, a maioria das equipes descumpre direitos de crianças e adolescentes, expondo-os não só ao assédio sexual, mas a vários outros tipos de abuso, como trabalho infantil, violência física e psicológica. Em geral, clubes tratam atletas como mercadoria. Para atingir o sonho de se tornar profissional, há vários garotos dormindo em condições precárias nos alojamentos, se prostituindo, submetidos a inúmeras violações. Essa é a realidade do futebol, que precisa ser mais debatida, principalmente por atletas de grande visibilidade.

P. Ouviu muitas histórias de jogadores ou colegas que foram vítimas de abuso?

R. Muitos jogadores de futebol consagrados, inclusive de seleção brasileira, já foram vítimas de abuso sexual. Quem convive no meio, sabe de vários casos. Mas ninguém fala sobre isso. No dia em que um atleta de peso, um ídolo de gerações, tocar nesse assunto, podemos ter a revelação de milhares de jogadores e ex-jogadores que já sofreram com essa prática. Assim como aconteceu na Inglaterra após um ex-jogador revelar os abusos que sofreu de um treinador na infância. Duvido que haja um atleta que nunca tenha ao menos presenciado ou ouvido falar de assédio e abuso sexual no futebol. É muito mais comum do que as pessoas de fora do circuito imaginam.

“Em geral, clubes tratam atletas como mercadoria e são coniventes com abusadores. Essa é a realidade do futebol”

P. No seu caso, como aconteceu o assédio?

R. Comecei a sofrer assédio sexual mais forte quando fui jogar no interior de São Paulo. Geralmente, a abordagem acontecia no alojamento por parte treinadores, preparadores e dirigentes com atletas que vinham de outras cidades. Mas também acontecia fora da concentração. A gente estava na boate, por exemplo, e chegava alguém do clube dizendo que fulano de tal queria pagar uma bebida, que o cara estava a fim de sair comigo e poderia dar uma força na carreira. Eu sempre consegui me desvencilhar, mas convivi com outros jogadores que cediam.

P. Uma espécie de aliciamento para programas sexuais?

R. Sim. Em alguns casos, a prática sexual era forçada. Em outros, consentida. De qualquer forma, mesmo concordando, uma criança ou adolescente não tem discernimento suficiente para medir o impacto futuro de uma decisão como essa. A maioria que passa por esse processo de assédio e abuso acaba levando um trauma enorme para o resto da vida. Isso talvez explique parte dos episódios de depressão e alcoolismo vividos por muitos jogadores.

P. Tem esperança de que essa situação mude nos próximos anos?

R. Não vejo medidas sendo tomadas, muito menos uma evolução. Pelo contrário. A CBF precisa agir. É o órgão que tem poder para viabilizar uma grande campanha de conscientização sobre abuso sexual no futebol brasileiro. Não podemos jogar a sujeira para debaixo do tapete.

https://brasil.elpais.com/brasil/2017/09/27/deportes/1506468596_517639.html

CBF O futebol brasileiro no banco dos réus

Proprietária do nosso futebol, a CBF enfrenta as consequências de ter usado uma paixão nacional para enriquecimento ilícito

José Maria Marin durante coletiva de imprensa na Copa do Mundo de 2014.
JAMIL CHADE



O futebol brasileiro no banco dos réus “Muitos jogadores de futebol consagrados já foram vítimas de abuso sexual”
Perguntas e respostas sobre a FIFA
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O cronista Nelson Rodrigues, há mais de 50 anos, já constatou: “o pior cego é o que só vê a bola”. Numa corte de Nova Iorque, nesta semana, é um senhor frágil, de cabelo e tez branca que se depara diante da juíza federal Pamela Chen. O julgamento contra José Maria Marin, entretanto, não é apenas contra um dirigente que comandou a CBF. Trata-se, na realidade, de um processo sobre o próprio futebol nacional, sobre seus cúmplices e suas entranhas do poder. Um processo contra aqueles que promoveram uma cegueira quase generalizada.

Conforme a data do julgamento se aproximava, não foram poucos os dirigentes da Fifa e da CBF que me admitiam que estavam preocupados sobre o que poderia surgir do processo. Hoje, depois de pouco mais de dez dias de audiências, tudo o que essas entidades temiam se transformou em realidade. Acusados e testemunhas passaram a usar a corte como um palco privilegiado para revelar um lado obscuro do esporte. O futebol como ele é.

Para se defender das acusações de corrupção, os advogados de Marin usaram um fato que qualquer um envolvido na CBF sempre via: ele jamais a governou sozinho. Seu braço direito, vice-presidente e homem que o acompanhava a todas as reuniões era Marco Polo Del Nero, o atual comandante do futebol brasileiro desde 2015. Para a defesa de Marin, quem “tomava as decisões” era o seu vice.

Ainda que seja uma estratégia dos advogados para reduzir a responsabilidade de seu cliente, a realidade é que a tática surpreendeu a muitos dentro da CBF e Del Nero foi jogado para o centro do debate.

Nos dias que se seguiram, coube ao argentino Alejandro Burzaco, ex-executivo que comprava direitos de TV de torneios sul-americanos, admitir que a corrupção era a regra do jogo. Na qualidade de testemunha, seu relato confirmou os pagamentos a Marin. Mas também indicou que o próprio Del Nero o procurou em 2014 para negociar um aumento da propina. O entendimento com o futuro chefe do futebol brasileiro ainda vinha com um pedido: adiar o pagamento do suborno para 2015, quando Marin não seria mais presidente da CBF. Assim, Del Nero não teria mais de dividir a propina com seu “amigo”.

As audiências ainda jogaram ao centro da arena Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF entre 1989 e 2012. Ele teria recebido, desde 2006, US$ 600 mil por ano em propinas para ceder contratos de transmissão da Copa Libertadores e da Copa Sulamericana.

Não escaparam nem mesmo grandes grupos de imprensa do Brasil e América Latina, citados pela única testemunha ouvida até agora como parte de um esquema de corrupção. No caso da TV Globo, ela foi mencionada como tendo destinado supostas propinas para ficar com o direito de transmissão das Copas de 2026 e 2030, algo que a empresa nega de forma veemente.

O processo também atinge em cheio as pretensões do Catar de sobreviver como sede da Copa até 2022. O ex-dirigente argentino, Julio Grondona, morto em 2014, foi apontado nesta semana como receptor de US$ 1 milhão em troca de seu voto aos árabes para que pudessem sediar o Mundial. Ele era o presidente do Comitê de Finanças da Fifa e, em outras palavras, era o dono da chave do cofre da entidade.

Ao relatar o caso, Burzaco revelou como Grondona o contou bastidores do dia da votação. Nas primeiras rodadas, o então presidente da Conmebol, Nicolas Leoz, teria votado pelo Japão e Coreia do Sul. Num dos intervalos, Grondona e Teixeira chegaram até o paraguaio e o “chacoalharam”. “O que você está fazendo?”. Quando o processo eleitoral foi retomado, Leoz mudou de comportamento e votou pelo Catar.

O tsunami das declarações chegou ainda até a Argentina. Na noite de terça-feira, Jorge Alejandro Delhon, um dos executivos denunciados, teria se matado. As audiências ainda tiveram cenas de dramalhões latino-americanos, com Burzaco chorando diante do que poderia ser um ato de intimidação de um dos acusados, o ex-presidente da Federação Peruana de Futebol, Manuel Burga. O peruano o teria feito um sinal de cortar o pescoço, em plena audiência.

Horas depois, a testemunha não conseguiria segurar as lágrimas quando lembrou que fora avisada de que a polícia argentina o mataria se retornasse ao país.

Entre supostas ameaças, choros, mortes, relatos extraordinários e contas milionárias, não deixa de chamar a atenção o fato de que o processo está apenas em sua segunda semana. Por mais um mês, como num cenário de um jogo de Copa descrito pelo cronista, o mundo da cartolagem e seus cúmplices viverão “uma suspensão temporária da vida e da morte”.

Todos os citados, por enquanto, negam qualquer tipo de responsabilidade. Mas o que o processo começa a revelar é que, de fato, uma paixão nacional foi tomada por um grupo com um único objetivo: o enriquecimento próprio. De forma infesta, sequestraram uma das poucas coisas que é legítimo em um torcedor: sua emoção. A cada partida assistida em campo ou na televisão, em cada camisa comprada, em cada item adquirido, o torcedor aparentemente não financiou o futebol nacional. Mas seus donos, em contas secretas em Andorra, Suíça e paraísos fiscais.

Desde criança, foi vendida a história a todos nós de que aquele time de amarelo nos representa. Quando ganha, é o presidente da República quem os recebe, como heróis nacionais numa conquista “do país”. Quando é humilhado em campo, é uma nação que flerta com a depressão.

Em Nova Iorque, enquanto a cegueira começa a se dissipar, estamos vendo que esse futebol “nacional” tem dono. E não é o torcedor.

Jamil Chade é jornalista, autor do livro "Política, Propina e Futebol" (Cia das Letras, 2015).
https://brasil.elpais.com/brasil/2017/11/17/deportes/1510943813_181514.html

FBI divulga que Brasil vendeu o jogo da Alemanha num esquema de corrupção




Posted by macaca chita on 16:48
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Informação do FBI que estão sendo levantadas nos EUA é o que o chefe da CBF ( Brasil ) preso pela Polícia Americana está envolvido no resultado do jogo entre Brasil e Alemanha. A histórica goleada na semifinal da Alemanha sobre a seleção brasileira pode ter envolvido milhões de dólares, onde cada jogador recebeu sua parte. Dentro de 30 dias será divulgado um balanço que poderá acabar com a vida profissional de muitos jogadores brasileiros reconhecidos pelos torcedores, afirmou o FBI. O esquema pode sobrar até para Rede Globo de Televisão.(texto sem correcção ou alteração)
“Dane-se o torcedor, vamos garantir o nosso. É melhor um na mão que dois voando” Segundo a FIFA uma frase que vai doer no coração dos brasileiros apaixonados por futebol.
Vários e-mails atualmente “denunciam” a venda desta Copa nas redes sociais. Os textos apresentam detalhes distintos, mas quase todos partem do mesmo autor: Gunther Schweitzer, o mesmo homem que denunciou a venda da Copa de 1998. Em alguns textos, Schweitzer é apresentado como diretor de jornalismo dos canais ESPN. Em outros, o nome aparece com o mesmo suposto cargo de 16 anos atrás: diretor da Rede Globo.
Além da troca de favores entre Brasil e Fifa, outra “questão” foi levantada nos últimos dias: a de que Neymar não teria efetivamente se lesionado na partida contra a Colômbia. Sites brasileiros e colombianos divulgaram imagens da chegada do atleta ao hospital de Fortaleza. Nelas, o paciente aparece com o rosto coberto e sem as tatuagens que o atacante possui no braço direito. Houve ainda quem adaptasse a história e afirmasse que Neymar simulou a lesão, pois foi o único que não concordou em vender a Copa à Fifa.
O jornal italiano “Corriere dello Sport” estampou na capa de sua edição desta sexta-feira que a Copa de 2002 teve resultados manipulados por árbitros, em favorecimento à Coreia do Sul. Entretanto, a manchete da publicação faz mais barulho do que sua reportagem.
O jornal afirma apenas que “um dia, talvez” as investigações sobre a Fifa descobrirão “ligações com a Copa do Mundo de 2002″, especialmente ao juiz equatoriano Byron Moreno, que teve arbitragem polêmica do jogo das oitavas de final contra a Itália, no qual mostrou cartões vermelhos e anulou um gol da Azzurra. O jornal lembra que o senador Raffaele Ranucci, chefe da delegação italiana naquele mundial, já havia denunciado possível favorecimento à Coreia do Sul, uma das sedes em 2002.
Na ocasião, os coreanos chegaram até a semifinal e eliminaram Portugal (fase de grupos), Itália (oitavas de final) e Espanha (quartas) – em jogos com polêmicas de arbitragem. O país sediou o Mundial junto com o Japão e terminou em quarto lugar.
A derrota por 2 a 1 para Coreia do Sul é lamentada até hoje pelos italianos. Na ocasião, o árbitro equatoriano Byron Moreno anulou um gol claro de Tommasi que daria a classificação à Azzurra – o lance aconteceu na prorrogação, numa época que o gol de ouro fazia parte do regulamento.
A Espanha também reclamou bastante. O árbitro egípcio Gamal Al Ghandour, o ugandês Ali Tomusange e o trindadense Michael Ragoonath, seus auxiliares, anularam dois gols legítimos, um de Fernando Morientes e outro de Iván Helguera, que dariam a vitória e a classificação aos espanhois para a semifinal da Copa. A Coreia do Sul, na época treinada pelo holandês Guus Hiddink, acabou beneficiada e conseguiu sua melhor campanha na história dos Mundiais com a classificação nos pênaltis.
Um dos focos das investigações da Justiça americana sobre o escândalo de corrupção na Fifa são transações comerciais em que a Rede Globo, da família Marinho, atua diretamente há décadas; parceira incondicional da Fifa desde o mundial 1970, a Globo é detentora da transmissão no Brasil de praticamente todos os eventos investigados pelo FBI: Copa do Mundo, Libertadores, Copa América e até a Copa do Brasil; o elo mais forte entre Globo e Fifa é o brasileiro José Hawilla, da Traffic Group, que assumiu os crimes de extorsão, fraude, lavagem de dinheiro e vai devolver US$ 151 milhões; além disso, J. Hawilla é dono da TV TEM, maior afiliada da Globo no país; apesar das ligações perigosas, a Globo se limitou a dizer, no Jornal Nacional, que “o ambiente de negócio do futebol seja honesto”; também afirmou que “sobre essas empresas de mídia não pesam acusações ou suspeitas”.
Segundo a polícia federal (FBI) e a receita federal americanas, as investigações na Fifa tiveram início por causa do processo de escolha das Copas do Mundo de 2018, na Rússia, e de 2022, no Catar, mas foi expandida para analisar os acordos da entidade nos últimos 20 anos.


A investigação atua em várias frentes. Sobre a compra dos direitos de transmissão o esquema funcionava basicamente assim: para ter contratos de direitos de transmissão de eventos organizados pela Fifa, como a Copa da Mundo ou Copa Libertadores, empresas de marketing esportivo pagavam propinas milionárias aos dirigentes da Fifa. De posse dos direitos de transmissão, as empresas revendia-os a grupos de comunicação do mundo todo. Só em relação aos direitos de transmissão da Copa América de 2015, 2019 e 2023, a Datisa, formada formada pela Traffic, do brasileiro J. Hawilla, e duas companhias sul-americanas, aceitou pagar US$ 352,5 milhões e mais US$ 110 milhões em propinas para os presidentes das federações sul-americanas. A Rede Globo comprou da Datisa os direitos de transmissão da Copa América no Brasil.
A empresa da família midiática mais rica do planeta não é citada nas investigações do FBI. Mas faz transações com a Fifa sobre transmissão de eventos esportivos desde o mundial de 1970. Em 2012, a Globo anunciou a compra dos direitos de transmissão das Copas do Mundo de 2018, na Rússia, e de 2022, no Catar. Os valores dos negócios não são divulgados oficialmente.
Na época do anúncio, o presidente das Organizações Globo, Roberto Irineu Marinho, comemorou a compra da transmissão dos mundiais. “Por mais de 40 anos, a Globo e a Fifa desenvolveram uma parceria muito frutífera, que trouxe ótimos resultados para ambas as partes. Durante todos estes anos, a Fifa conseguiu fazer do futebol o esporte mais popular, com um grande público em todo o mundo, e a Globo se sente orgulhosa de ser parte desta história. Por esta razão, nós estamos orgulhosos de prolongar esta parceria’, afirmou Marinho.
J. Hawilla, parceiro dos Marinho

Entre a Fifa e a Globo aparece um elo de ligação que é peça chave nas investigações de corrupção das autoridades americanas: o empresário José Hawilla, dono da Traffic Group, maior empresa de marketing esportivo da América Latina.J. Hawilla, como gosta de ser chamado, confessou à Justiça dos EUA ser culpado pelos crimes de extorsão, fraude eletrônica, lavagem de dinheiro e obstrução da justiça – ele é o único brasileiro entre os réus confessos declarados culpados pela Justiça dos EUA. Ele se comprometeu a devolver US$ 151 milhões de seu patrimônio – US$ 25 milhões deste total já teriam sido pagos no momento da confissão. O mandatário da Traffic já foi classificado diversas vezes pela imprensa nacional como “dono do futebol brasileiro”.
A ligação entre J. Hawilla e a família Marinho inclui a transmissão de eventos esportivos de peso. A Traffic teve exclusividade na comercialização de direitos internacionais de TV da Copa do Mundo da Fifa no Brasil, em 2014. A empresa de J. Hawilla é a atual responsável pelos direitos de torneios como a Copa Libertadores, cujo direito de transmissão foi comprado pela Rede Globo.
Além relações perigosas no futebol, Rede Globo e J. Hawilla têm parceria comercial também nas Comunicações. Ex-repórter da área de esportes, ele se tornou afiliado da Rede Globo a partir da Traffic. Em 2003, ele fundou a TV TEM, no interior de São Paulo – hoje a maior subsidiaria do grupo, cobrindo 318 municípios e 7,8 milhões de habitantes, alcançando 49% do interior paulista. J. Hawilla também comprou, em 2009, o “Diário de S.Paulo”, mas vendeu o jornal logo em seguida.
Sonegação na Copa de 2002

A Rede Globo de televisao criou um “antecedente criminal” em sua relação comercial com a Fifa, intermediada por empresas como a Traffic. A emissora disfarçou a compra dos direitos de transmissão dos jogos da Copa do Mundo de 2002, na Coreia do Sul e Japão, da qual o Brasil foi campeão.
A engenharia da Globo para disfarçar a operação envolveu dez empresas criadas em diferentes paraísos fiscais. Todas essas empresas pertencem direta ou indiretamente à Globo, segundo os documentos. O esquema funcionava de modo que o dinheiro para a aquisição dos direitos era pago através de empréstimos entre empresas pertencentes à Globo sediadas em outros países. Deste modo, a empresa brasileira TV Globo, não gastava dinheiro diretamente com a operação. Posteriormente, as empresas que detinham os direitos de transmissão eram compradas pela TV Globo.
“Essa intrincada engenharia desenvolvida pelas empresas do sistema Globo teve, por escopo, esconder o real intuito da operação que seria a aquisição pela TV Globo dos direitos de transmitir a Copa do Mundo de 2002, o que seria tributado pelo imposto de renda”, afirma em relatório do processo o auditor fiscal Alberto Sodré Zile.
A artimanha fiscal resultou na sonegação de R$ 183,14 milhões, em valores da época. Segundo a Receita Federal, somando juros e multa, o valor que a Globo devia ao contribuinte brasileiro em 2006 sobe a R$ 615 milhões.


Em 2013, o blog O Cafezinho divulgou 29 páginas do processo da Receita Federal contra a Rede Globo.
 O relatório divulgado comprova que as organizações Globo criaram um esquema internacional envolvendo diversas empresas em sedes por todo o mundo para mascarar a compra dos direitos da Copa de 2002. O objetivo principal seria o de sonegar os impostos que deveriam ser pagos à União em pela compra dos direitos (leia mais).
Via Bonner, Globo diz querer “futebol mais honesto”

A única manifestação da Rede Globo até o momento sobre o escândalo na Fifa foi um editorial lido por William Bonner no “Jornal Nacional” nessa quarta-feira, 27, quando a emissora ressaltou que apoia as investigações promovidas pela justiça americana.
“A TV Globo, que compra os direitos de muitas dessas competições, só tem a desejar que as investigações cheguem a bom termo e que o ambiente de negócio do futebol seja honesto. Isso só vai trazer benefícios ao público, que é apaixonado por esse esporte, e às emissoras de televisão do mundo todo, que como a Globo fazem um esforço enorme para satisfazer essa paixão”, acrescentou Bonner.
No “Jornal da Globo” desta quarta (29), também disse que “não pesam acusações ou suspeitas sobre as empresas de mídia de todo o mundo que compraram desses intermediários os direitos de transmissão”, caso da Globo.(APC:news)
Fonte: Rius.com.br

M.Officer ficará 10 anos fora de SP por trabalho escravo

M.Officer ficará 10 anos fora de SP por trabalho escravo
A decisão mantém o pagamento de R$ 6 milhões pela prática de trabalho análogo à escravidão e para o "cumprimento de várias obrigações trabalhistas"

São Paulo – A M5 Indústria e Comércio, dona da marca M. Officer, condenada em 1ª instância por submeter trabalhadores a condições análogas à de escravidão, pode ficar proibida de comercializar roupas no Estado de São Paulo por até 10 anos.

A decisão da 4ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo (TRT-SP) nesta quarta-feira, 8, mantém a condenação em 1ª instância e o pagamento de R$ 6 milhões pela prática de trabalho análogo à escravidão e para o “cumprimento de várias obrigações trabalhistas”.

A empresa terá que pagar R$ 4 milhões por danos morais coletivos e mais R$ 2 milhões pelo chamado dumping social, quando uma empresa se beneficia dos custos baixos resultantes da precarização do trabalho para praticar a concorrência desleal.

O cumprimento de mais uma série de obrigações trabalhistas está previsto na condenação da dona da M. Officer, conforme informou o Ministério Público do Trabalho (MPT), em nota.

O coordenador nacional de Erradicação do Trabalho Escravo do MPT, procurador do Trabalho Muniz Cavalcanti, destacou que a decisão confirma que a M.Officer foi a responsável pelo trabalho escravo. “Com essa decisão, vamos oficiar ao governo de São Paulo para aplicar a lei estadual, que determina a cassação da inscrição no cadastro de contribuintes de ICMS pelo prazo de 10 anos de quem foi condenado por trabalho escravo em segunda instância”.

A lei prevê que será cassada a inscrição no cadastro de ICMS das empresas “que comercializarem produtos em cuja fabricação tenha havido, em qualquer de suas etapas de industrialização, condutas que configurem redução de pessoa a condição análoga à de escravo”.

Segundo o MPT, a cassação ocorrerá quando a empresa for condenada em decisão colegiada, independente da instância ou do tribunal. A cassação abrangerá os sócios, pessoas físicas ou jurídicas, que ficam impedidos de entrar com pedido de nova inscrição por 10 anos.

Denúncia

A ação contra a dona da M.Officer foi movida em 2014 pelos procuradores do Trabalho, que argumentaram que peças da marca eram produzidas por trabalhadores que realizavam jornadas exaustivas em ambiente degradante, com risco à saúde, à segurança e à vida, além de relacionarem o caso ao tráfico de pessoas.

Para os procuradores, esse tipo de exploração é um “modelo consagrado de produção da ré, como forma de diminuição de custos, através da exploração dos trabalhadores em condições de vulnerabilidade econômica e social”.

Segundo o MPT, a varejista utilizava empresas intermediárias para subcontratar o serviço de costura, realizado em grande parte por imigrantes em oficinas clandestinas submetidos a jornadas excessivas em condições precárias, sem qualquer direito trabalhista.

Em um desses locais, descoberto em diligência conduzida no dia 6 de maio de 2014 pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) em atuação conjunta com MPT, Defensoria Pública da União (DPU) e Receita Federal, constatou-se que os trabalhadores ganhavam de R$ 3 a R$ 6 por peça produzida e cumpriam jornadas médias de 14 horas, muito acima do limite legal de 8 horas.

Os seis bolivianos resgatados quase não falavam português e viviam com suas famílias no mesmo local de trabalho, costurando em máquinas próximas a fiação exposta, botijões de gás e pilhas de roupas, representando grave risco de incêndio, destacou o MPT.

Alguns trabalhadores resgatados afirmaram ainda estarem pagando pela passagem ao Brasil com o “salário” recebido pelas peças costuradas, o que, segundo o MPT, poderia ser indício de tráfico de pessoas para fins de trabalho.

Defesa

Procurada pela reportagem, a representante da empresa não foi localizada até a publicação desta matéria. O espaço permanece aberto para manifestações.
fonte: https://exame.abril.com.br/negocios/m-officer-ficara-10-anos-fora-de-sp-por-trabalho-escravo/
M. Officer logo

Conheça a Barbie plus size, inspirada em uma modelo famosa

7/11/2016, 15:23 
A boneca, criada em homenagem à americana Ashley Graham, tem quadris largos e coxas grossas

A modelo Ashley Graham ganhou uma boneca Barbie feita em sua homenagem
A modelo Ashley Graham ganhou uma boneca Barbie feita em sua homenagem Foto: Reprodução/Instagram

A americana Ashley Graham, modelo plus size mais conhecida do mundo, acaba de ganhar uma Barbie feita em sua homenagem.

A fabricante Mattel criou uma boneca com todos as aracterísticas da top: quadris largos, braços curvilíneos, barriga e, o mais importante de tudo, segundo Ashley, "coxas que se encostam".


O brinquedo faz parte da coleção Barbie Sheroes, que transforma mulheres reais e inspiradoras em bonecas. A ideia da linha é mostrar às meninas que elas podem ser o que quiserem – e não apenas a Barbie padrão. Antes da modelo, a atriz Emmy Rossum e a cantora Kristin Chenoweth já ganharam suas próprias Barbies.

 Divulgação
fonte: http://emais.estadao.com.br/noticias/moda-e-beleza,conheca-a-barbie-plus-size-inspirada-em-uma-modelo-famosa,10000088957 

Mattel lança a primeira boneca Barbie que usa hijab

Brinquedo foi inspirado na atleta olímpica norte-americana Ibtihaj Muhammad

Com a boneca, a Mattel quer inspirar meninas a serem o que elas quiserem

Com a boneca, a Mattel quer inspirar meninas a serem o que elas quiserem Foto: Divulgação/Mattel

A Mattel lançou nesta segunda, 13, a primeira Barbie que usa hijab, como parte da coleção 'Sheroes', que transforma mulheres reais e inspiradoras em bonecas. A ideia da linha é mostrar às meninas que elas podem ser o que quiserem – e não apenas a Barbie padrão.

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A boneca foi inspirada na esgrimista Ibtihaj Muhammad, que fez história na Olimpíada do Rio de Janeiro, em 2016, ao ser a primeira norte-america a participar do evento (e ganhar uma medalha), usando o hijab.

"A Barbie está celebrando Ibtihaj não apenas por suas conquistas, mas por apoiar o que ela representa", diz o comunicado da marca. "Ela é uma inspiração para incontáveis garotas, que nunca se viram representadas e, ao honrar sua história, esperamos que esta boneca as lembra que elas podem ser e fazer o que quiserem."

Antes da atleta, já foram homenageadas no projeto a modelo plus-size Ashley Graham, a atriz Emmy Rossum e a cantora Kristin Chenoweth. Issei Kato/Reuters


fonte: http://emais.estadao.com.br/noticias/moda-e-beleza,mattel-lanca-a-primeira-boneca-barbie-que-usa-hijab,70002083140 

Na argentina : as mães influenciam o futebol

http://sportv.globo.com/videos/redacao-sportv/v/ariel-palacios-comenta-pesquisa-sobre-escolha-de-time-de-criancas-argentinas-para-torcer/6287574/

O Futebol Brasileiro precisa rever seus torcedores

O texto abaixo deve ser lido e refletido por todos que  gostam e  investem em futebol.  As duas ações ocorridas no final de ...