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sábado, 20 de agosto de 2016

Grael vê projeto de potência olímpica ameaçado por fim de ciclo de eventos





Adidas/divulgação
Lars Grael divulga na Olimpíada projeto que mescla ambientalismo e esporteimagem: Adidas/divulgação

Bruno Freitas
Do UOL, no Rio de Janeiro
Meses antes da Rio-2016, Lars Grael publicou um texto contundente sobre o risco que o esporte brasileiro corre, em sua opinião, de viver uma "fábula da Cinderela". Em seus argumentos, o ex-velejador diz que nunca antes os atletas do país haviam se preparado tão adequadamente para uma Olimpíada. No entanto, concluía que existe um perigo real de os esforços ruírem, de o decantado projeto de potência olímpica "virar abóbora".
Presidente da Comissão Nacional de Atletas, ligada ao Conselho Nacional de Esporte, Grael chamava a atenção para uma tendência de visão imediatista na gestão esportista nacional. Com o fim do ciclo de grandes eventos no país, que durou quase uma década, o ex-medalhista da vela afirmava em seu manifesto que os recursos podem minguar definitivamente, sem uma justificativa mais óbvia.   
"Um país que deseja ser uma potência olímpica ou paraolímpica, você não faz isso em quatro, oito ou 12 anos. Tem que haver um comprometimento maior com o esporte, que os benefícios de financiamento se mantenham, que a gente melhore a qualidade da gestão esportiva do Brasil e que o Rio de Janeiro seja um ponto de partida para um país que deseja ser uma potência olímpica. Para ser uma potência olímpica, a gente tem que ser potência na educação, na saúde preventiva, e olhar para o esporte naquilo que cabe ao governo, que é o esporte de base", afirmou Grael em entrevista ao UOL Esporte.
Segundo ele, é equivocado medir a performance coletiva do Brasil nesta edição da Olimpíada em número de medalhas. Grael entende que o projeto que começou na última década, apoiado em novas leis de incentivo, precisa ser interpretado em médio prazo, além da Rio-2016. 
"Se o Brasil não obtiver a quantidade de medalhas que havia sido projetada para essa Olimpíada, que não seja levado como um fracasso. Que a gente aprenda com as nossas derrotas. Mas que a gente siga com coerência, com qualidade de investimento. Meu medo é que a gente caia num buraco vazio, terminando uma agenda olímpica. 'Chega de gastar dinheiro com esporte, vamos gastar com educação, saúde, segurança pública, infraestrutura'. Não, acho que o esporte tem a ver com o desenvolvimento da sociedade, uma questão civilizatória", argumentou.
Duas vezes medalhista olímpico (bronze nos Jogos de Seul-1988 e Atlanta-1996), Grael migrou para a gestão do esporte após o acidente que lhe custou uma das pernas. Foi secretário nacional de Esportes no então Ministério do Esporte e do Turismo, com Fernando Henrique Cardoso, e também atuou no governo estadual de São Paulo. Nos papéis administrativos, lidou com a implementação de novas políticas de fomento à atividade esportiva no país, do alto rendimento à base. Nesse quesito, Lars diz que o cenário de mecanismos existentes precisa de ajustes para que o Brasil siga na direção do sonho de "potência olímpica" – mecanismos como a Lei de Incentivo ao Esporte.
"As leis são fundamentais para você ter um desenvolvimento do esporte, num conceito de parceria público-privada. Agora, com certeza elas podem ser aprimoradas, na qualidade do gasto. Muita coisa foi gerada de uma forma correta, e ela gerou um benefício para o esporte. Benefício que a gente pode não estar medindo aqui em 2016, mas a gente pode medir em 2020, 2024. Algumas modalidades se desenvolveram através desse benefício. Olha aí a canoagem, esporte em que o Brasil não tinha nenhuma tradição. Graças ao incentivo, chegou lá com o Isaquias (Queiroz), que é fruto de um projeto social e chegou lá em alto rendimento. Precisamos também olhar os erros, lógico que eles existem. Tem que ser um processo evolutivo. Jamais cortar os benefícios, mas aprimorar os mecanismos", declarou.
Fracasso da Rio-2016 na Baía de Guanabara
Na última quinta-feira, Lars participou de um evento em que discutia a qualidade de vida dos oceanos, em nome do Projeto Grael (ONG que mantém ao lado do irmão Torben). A iniciativa ao lado de Adidas e "Parley for the Oceans" (entidade global voltada à causa) batalha por conscientização e recuperação de águas, usando o esporte como uma das ferramentas de intervenção.
Neste tema em particular, o ex-atleta foi crítico quando questionado sobre a qualidade das águas da Baía de Guanabara para uso na programação olímpica da vela. 
"Um fracasso, porque a agenda ambiental foi menosprezada. Talvez fosse a principal agenda, em termos de legado olímpico. A despoluição da Baía de Guanabara, nada aconteceu, a não ser uma retórica vazia. A despoluição da Lagoa Rodrigo de Freitas, de Jacarepaguá, Marapendi, talvez fosse uma grande contribuição. Isso foi colocado numa agenda lateral, que nunca andou. Mas pelo menos que fique o debate, a conscientização social do cidadão, do cidadão cobrando os agentes públicos. Muito mais que uma questão de esporte, mas de saúde pública, econômica, na pesca de subsistência, navegação", comentou.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Arezzo promete recolher peças feitas com peles de animais

Após revolta nas redes sociais, marca de calçados e acessórios femininos não pede desculpas, mas decide retirar coleção polêmica de todas as lojas do BrasilJosé Gabriel Navarro
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Bolsa com pele de raposa, à venda por R$ 999 Crédito: Reprodução
Na última quinta-feira, 14, a Arezzo — considerada maior marca de varejo de sapatos femininos da América Latina — lançou a coleção PeleMania, com calçados, bolsas e echarpes com peles de raposa e de coelho, lã de ovelha e couro natural. Não durou nem uma semana.
Desde que a série de produtos passou a ser divulgada, a grife brasileira foi alvo de protestos incessantes nas redes sociais. Até a publicação desta reportagem, por exemplo, a hashtag #Arezzo continuava em primeiro lugar nos Trending Topics do Brasil no Twitter (ranking de assuntos mais comentados do site).
Até que, nesta segunda-feira, 18, às 15h26, a empresa comunicou por meio de seu perfil no Facebook que “por respeito aos consumidores contrários ao uso desses materiais”, está recolhendo de todas as suas lojas do Brasil “as peças com pele exótica em sua composição, mantendo somente as peças com peles sintéticas”. A Arezzo, porém, não pediu desculpas no informe, e afirmou que as matérias-primas dos sapatos e adereços da coleção são “devidamente regulamentadas e certificadas, cumprindo todas as formalidades legais que envolvem a questão”.
“Não entendemos como nossa responsabilidade o debate de uma causa tão ampla e controversa”, diz o comunicado da empresa. A homepage do site da Arezzo não apresenta nenhum esclarecimento sobre o tema. Segundo a própria organização, sua receita líquida no ano fiscal encerrado em setembro de 2010 foi de R$ 395 milhões.
Leia abaixo o informe completo da Arezzo no Facebook:
Prezados consumidores,
A Arezzo entende e respeita as opiniões e manifestações contrárias ao uso de peles exóticas na confecção de produtos de vestuário e acessórios.
Por isso, vimos por meio deste nos posicionar sobre o episódio envolvendo nossas peças com peles exóticas - devidamente regulamentadas e certificadas, cumprindo todas as formalidades legais que envolvem a questão.
Não entendemos como nossa responsabilidade o debate de uma causa tão ampla e controversa.
Um dos nossos principais compromissos é oferecer as tendências de moda de forma ágil e acessível aos nossos consumidores, amparados pelos preceitos de transparência e respeito aos nossos clientes e valores.
E por respeito aos consumidores contrários ao uso desses materiais, estamos recolhendo em todas as nossas lojas do Brasil as peças com pele exótica em sua composição, mantendo somente as peças com peles sintéticas.
Reafirmamos nosso compromisso com a satisfação de nossos clientes e com a transparência das atitudes da Arezzo.
Atenciosamente,

Equipe Arezzo

VIVEMOS TEMPOS EM QUE O CONSUMIDOR EXIGE CADA VEZ MAIS ...

sábado, 10 de abril de 2010

O jornalista na era do conteúdo relevante

UM TEXTO PARA PENSAR O PAPEL DA INFORMAÇÃO HOJE?!
FONTE: http://www.adnews.com.br/artigos/101660.html
08/04/2010 -Por Silvia Ferreira, Comunique-se



Redes sociais, internet, propaganda interativa... Os recursos que garantem o sucesso das mídias digitais estão em pauta em todos os veículos de comunicação. Até aqui, o mercado navegou por múltiplas tecnologias, formatos e filosofias de trabalho, como a supremacia do design sobre o conteúdo, por exemplo. Por muito tempo, a máxima “uma imagem vale mais do que mil palavras” roubou a cena entre os profissionais de marketing.
Nesse cenário, a figura do jornalista foi considerada a mais arcaica da comunicação social: “parou no tempo”, insistiu nas matérias mais completas, nas grandes reportagens. Em outras palavras, tentou continuar cumprindo o papel que lhe cabia: informar com foco no interesse público. Tentar dizer a leitores, telespectadores e ouvintes o que eles realmente queriam e precisavam saber.
Claro, podemos dizer que comunicação também é negócio e nem todos os profissionais são assim. Mas quem é jornalista conhece a luta diária para que essa missão seja cumprida diante dos prazos apertados e da pouca disponibilidade de recursos. São limitações que muitas vezes prejudicam não só a qualidade do produto final, mas também desestabilizam o ideal de vida que nos levou à escolha da profissão. Fizemos essa opção mesmo sabendo das condições adversas. E continuamos tentando cumprir o nosso papel, todos os dias.
Para quem não desiste, como eu, aí vai uma boa notícia: não somos mais “os incompreendidos”. Nosso foco de trabalho ganhou outro nome e ocupou o centro das atenções. Hoje, a “informação de interesse público” é chamada de “conteúdo relevante”. Para o novo marketing, isso significa trabalhar sobre quatro pilares que garantem o retorno de audiência: engajamento, entretenimento, conhecimento e prestação de serviço.
Alguma novidade? Esses quatro pilares sempre estiveram na nossa listinha de critérios de noticiabilidade, aquela análise subjetiva do que vale a pena entrar no jornal ou não. Alguns aprenderam esses critérios na faculdade, outros simplesmente os tinham arraigados na natureza de ser jornalista. Como o Google não indexa pixels ou bytes, mas sim palavras, nosso espaço está garantido no futuro da web.
A má notícia é que muitas agências digitais nasceram levantando a bandeira da modernidade, mas ainda são resistentes a esse cenário. A máxima agora mudou: beleza atrai, conteúdo convence. O consumidor da era digital é diferente e o chamado e-branding não pode ser focado na auto-promoção. De nada adianta marcar presença em blogs, sites, redes sociais e dispositivos móveis transmitindo uma avalanche de informações institucionais e incoerentes. Se elas não estiverem de acordo com aqueles quatro pilares – relembrando: engajamento, entretenimento, conhecimento e prestação de serviço – a estratégia de divulgação pode até ganhar fôlego, mas não se sustentará por muito tempo. Quem continuar “desprofissionalizando” seu conteúdo vai ficar pra trás.



Por Silvia Ferreira, Comunique-se
DEVEMOS PENSAR ESTAS QUESTÕES. AFINAL FAZEMOIS, SOMOS E REFLETIMOS COMUNICAÇÃO SOCIAL

terça-feira, 20 de outubro de 2009

aba e fenapro e comunicação integrada




ABA e FENAPRO realizam Fórum Mercados Brasileiros
19/10/09
Com o objetivo de incentivar a regionalização dos negócios, das atividades mercadológicas e da comunicação comercial brasileira, o “Fórum Mercados Brasileiros” vai reunir autoridades, anunciantes, agências e veículos de comunicação de diversas regiões do Brasil no dia 29 de outubro, em São Paulo. O evento é realizado em parceria pela Associação Brasileira de Anunciantes (ABA) e Federação Nacional das Agências de Propaganda (FENAPRO). O Fórum Mercados Brasileiros será um grande encontro no qual as lideranças da propaganda, grandes anunciantes, institutos de pesquisa, veículos e agências irão debater e apontar caminhos que permitam estimular as economias regionais e a propaganda. O evento buscará também levar as empresas a ampliar suas atividades de comunicação nos diversos estados e municípios.Os presidentes da ABA, Ricardo Bastos, e da FENAPRO, Ricardo Nabhan, abrirão o evento, seguidos pelo presidente da Talent, Júlio Ribeiro, que fará palestra sobre “A importância das ações regionais nas estratégias globais”.


O Futebol Brasileiro precisa rever seus torcedores

O texto abaixo deve ser lido e refletido por todos que  gostam e  investem em futebol.  As duas ações ocorridas no final de ...