Pós-doutora em Comunicação pela ECA-USP: Doutora e Mestre em Comunicação e Semiótica pela Puc - SP; Profa Profa ESPM , São Judas, ítalo-Brasileiro, Mackenzie, Casper Líbero.
segunda-feira, 15 de março de 2010
DIA DO CONSUMIDOR
O dia 15 de março é o Dia Mundial dos Direitos do Consumidor. E você sabe por que esse assunto é do seu interesse? Nós vamos explicar.
Todo ser humano é um consumidor. As pessoas comem, vestem-se, divertem-se; compram apartamentos, móveis, CDs, revistas, livros, eletrodomésticos e utilizam serviços telefônicos e bancários, entre muitas outras coisas. Resumindo, consumidor é toda pessoa física (indivíduo) ou jurídica (empresa, associação ou qualquer outra entidade) que adquire um produto ou serviço para uso próprio.
As empresas ou pessoas que produzem ou vendem produtos ou serviços são chamadas de fornecedores e tudo o que oferecem aos consumidores deve ser de qualidade, com um preço justo e que atenda àquilo a que se propõe, sem enganar o comprador. É um direito do consumidor, garantido pela Lei no 8.078, de 11/09/90, que criou o Código de Defesa do Consumidor.
O Código, que entrou em vigor em 1991, é uma lei de ordem pública que estabelece direitos e obrigações de consumidores e fornecedores, para evitar que os consumidores sofram qualquer tipo de prejuízo.
Mas para que todos consigam defender seus interesses é importante que cada um de nós contribua com o seu comportamento cuidadoso e vigilante. Recentemente, as denúncias dos consumidores sobre alguns supermercados que vendiam produtos que tinham um preço na prateleira e na verdade eram mais caros quando passavam pela leitura do código de barras fez com que autoridades determinassem a volta das etiquetas nos produtos. É dever do consumidor ter atitudes que façam com que os fornecedores o respeitem. Agindo dessa forma você estará exercendo seu papel de cidadão ao defender seus direitos e também estará contribuindo para melhorar o nível de vida de todos os brasileiros.
FONTE http://www.ibge.gov.br/ibgeteen/datas/consumidor/home.html
Dia do Consumidor é comemorado nesta segunda-feira
Publicação: 15/03/2010 11:12 Atualização: 15/03/2010 11:12
Dia Mundial do Consumidor, comemorado nesta segunda-feira (15/3), contará com uma programação para celebrar a data. Das 10h às 17h, o Instituto de Defesa do Consumidor (Procon/DF) e a Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejus) estarão na plataforma inferior da Rodoviária do Plano Piloto, ao lado da Administração, para receber os consumidores.
Na oportunidade, serão distribuídos exemplares do Código de Proteção e Defesa do Consumidor, folders e outros informativos sobre os direitos e deveres dos consumidores. A ação também terá a participação de outros órgãos, como a Delegacia do Consumidor.
Principais direitos garantidos pelo Código de Proteção e Defesa do Consumidor:
Proteção da vida e da saúde
Produtos e serviços perigosos ou nocivos que ofereçam riscos, como inseticidas e álcool, por exemplo, devem apresentar todas as informações necessárias sobre seu uso, composição, antídoto e toxidade.
Escolha de produtos e serviços
O consumidor é livre para decidir o que e onde comprar, valendo o mesmo para a contratação de serviços.
Informação
O consumidor tem direito à informação sobre quantidade, características, composição, preço e riscos que porventura o produto apresentar.
Proteção contra publicidade enganosa e abusiva
A publicidade é enganosa quando contém informações falsas sobre o produto ou serviço e é abusiva quando gera discriminação ou violência, induz a um comportamento prejudicial à saúde e à segurança, entre outras coisas. Tudo o que for anunciado deve ser cumprido.
http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/03/15/cidades,i=179734/DIA+DO+CONSUMIDOR+E+COMEMORADO+NESTA+SEGUNDA+FEIRA.shtml
No dia do consumidor...pense no consumidro
segunda-feira, 15 de março de 2010
PRECONCEITO COM OS OBESOS!!!
NO DIA DO CONSUMIDOR , QUE TAL RELEMBRARMOS A IMPORTÂNCIA DOS OBESOS NA HORA DAS COMPRAS.
COM O TEXTO: Preconceito tamanho GAtitudes irônicas, maldosas e agressivas reforçam o sentimento de inferioridade das pessoas gordas. Discriminação vai do sutil ao escancarado
Publicado em 14/03/2010
POR Mauri König -
EM http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?tl=1&id=982509&tit=Preconceito-tamanho-G
ainda na entrada da loja a vendedora pergunta: “É pra você?” Tudo certo, não fosse o traço de ironia no canto dos lábios diante da moça de manequim 46. A modelo plus size Andressa Costa de Oliveira, 25 anos, já passou por isso algumas vezes. A reação depende do humor na hora, diz ela, mas é impossível ficar indiferente ao preconceito estético. Gordinha desde sempre, Andressa nunca encarou seu corpo como um problema. Entretanto, nem todos conseguem superar a discriminação. Atitudes irônicas, maldosas e agressivas, sejam elas de amigos ou desconhecidos, reforçam o sentimento de inferioridade dos obesos.
Não bastassem as restrições físicas próprias da obesidade, os gordos ainda são vítimas de um sutil preconceito. Sutil porque nem sempre o outro se dá conta de que sua atitude revela discriminação. Um exemplo? Considerá-los lentos, preguiçosos e obcecados por comida. No entanto, há outras formas mais evidentes. Numa cultura midiática de culto ao belo – e, nesse caso, ser belo é ser magro –, o obeso está predestinado a olhares recriminatórios, a ser visto como inferior, a ter restrições na hora de se vestir, a ter apelidos depreciativos, a ser sexualmente desinteressante.
É IMPORTANTE SABER:
Discriminação que mais machuca vem de casa
O empresário José Eduardo do Carmo Costa foi ganhando de três a quatro quilos desde os 18 anos. Hoje, aos 51, pesa 175. Já passou por situações constrangedoras, como no dia em que um sujeito fez a maior cena no avião lotado e se recusou a viajar no banco ao seu lado, ou diante dos gracejos de crianças apontando o dedo e dizendo “olha, mãe, um homem gordo”. Ao obeso, cabe assimilar cada manifestação de preconceito. Com algumas, brinca-se, com outras, ignora-se. Mas para algumas, não há remédio. “A discriminação que mais machuca é a da família”, diz José Eduardo.
Os pais dele, que são magros, não aceitam o fato de os quatro filhos serem obesos. José Eduardo sente-se magoado, mas respeita a opinião deles, já idosos. Os pais sofreram no tempo da Segunda Guerra Mundial. Passaram até fome. Talvez por isso não quisessem ver a história repetida com os filhos, e assim os empanturravam. Tamanha preocupação acabou resultando num descompasso com a balança e, no caso de José Eduardo, a uma triste constatação acerca da percepção que os outros fazem de pessoas como ele. “Socialmente, ser gordo é um desvio”, diz.
“A gente é obrigado a levar na esportiva, tratar o preconceito com bom humor, mas que machuca, machuca”, desabafa. Ainda assim, procura se descontrair quando se depara com alguma atitude preconceituosa. “Ser gordo tem lá suas vantagens. Até já me convidaram para ser candidato a prefeito ou vereador em Campina Grande do Sul”, diz. E qual o porquê do convite? “Porque você não conhece ninguém, mas todo mundo te conhece. Com esse tamanho, não dá para passar despercebido”, brinca.
José Eduardo faz acompanhamento psicológico e nutricional há dois anos como forma de preparação para a cirurgia bariátrica. Só ainda não decidiu a data da operação para reduzir o estômago. Tem um pouco de medo. Ele reconhece que a opinião alheia tem muita influência. Quando fizer a cirurgia, será apenas 30% por necessidade própria e 70% por pressão dos outros. (MK)
1,5 bilhão serão obesos em 2015
Um bilhão e meio de pessoas sofrerão com a obesidade em 2015 se não mudarem o estilo de vida e hábitos alimentares pouco saudáveis, diz pesquisa da Organização Mundial da Saúde. Quatrocentos mil morrerão nos Estados Unidos devido a doenças coronárias em 2010, estagnando os efeitos dos avanços em medicina cardiovascular.
Metade das mortes previstas poderia ser evitada se as pessoas comessem de forma mais saudável e deixassem de fumar. Desde os anos 70, a taxa de morte por esse tipo de doença caiu pela metade graças a reduções no consumo de colesterol e de tabaco. Mas desde os anos 90 essas conquistas perderam força.
Consulta popular realizada pelo Instituto Paraná Pesquisas revela que três entre 10 curitibanos já fizeram brincadeiras ou comentários maldosos sobre gordos (leia mais nesta página). Essa é só a faceta quixotesca do preconceito se comparada a outras formas mais agressivas. Semana passada, por exemplo, uma empresa da Lapa, na região metropolitana de Curitiba, foi condenada pela Justiça do Trabalho a pagar indenização de R$ 5 mil à dona de casa Daiana Fernandes por tê-la discriminado. Ela foi avisada que não seria contratada por ser obesa e isso traria problemas futuros para a empresa.
Dia a dia sofrido
O cotidiano dos obesos é todo de dificuldades, inclusive nos relacionamentos amorosos e na hora de procurar emprego. Algumas empresas, a exemplo da que recusou Daiana, evitam contratar funcionários com maior probabilidade de ter problemas de saúde, entre os quais hipertensão, diabetes, doenças cardíacas e colesterol. “Tenho recebido muitas queixas de pacientes com dificuldades em arrumar emprego, pois sabem que não têm as mesmas oportunidades de trabalho, em função da discriminação por estarem acima do peso”, diz a psicóloga Luciana Kotaka.
“As atividades diárias dos obesos são impregnadas de medo, por receio de virarem alvo de chacotas, causando constrangimento”, diz a psicóloga. O problema pode estar em coisas consideradas simples pelos demais, como passar por uma roleta, comprar roupas, dançar ou mesmo se abaixar para amarrar o sapato. Isso tudo pode ser motivo de grande insegurança ou gerador de ansiedade. “O obeso sabe que é observado em suas condutas cotidianas e, frequentemente, ouve comentários maldosos e piadinhas de colegas ou de estranhos que estão no mesmo ambiente”, observa Luciana.
“De forma geral, ouvem que são preguiçosos, sem força de vontade, o que acaba por levar a pessoa a um comportamento de engessamento, pois acaba como que acreditando que não tem força e determinação suficientes para fazer exercícios físicos, ou mesmo seguir um programa de reeducação alimentar, permanecendo estagnada e engordando cada vez mais”, diz Luciana. Segundo ela, as pessoas que um dia já foram magras, que já estiveram dentro dos padrões estabelecidos pela sociedade, são as que apresentam maiores sequelas, pois sentem a discriminação de forma mais acentuada.
As mulheres são mais suscetíveis, pois delas se cobra o estereótipo da mulher feminina, magra e bonita. “Nos desfiles, novelas, cinemas e publicidade, a mulher aparece sempre magra, fortalecendo esse ideal de beleza e promovendo a constante insatisfação”, diz ela. Esse “ideal” permeia o cotidiano. Andressa já se sentiu constrangida num shopping ao sentar-se na praça de alimentação para comer seu Big Mac. Ao seu lado, uma ma-grela a olhava como se dissesse “eu, que sou magra, estou comendo uma salada, e você, que é gorda, está comendo isso?”
Para a psicóloga, um exercício de alteridade, colocando-se no lugar do outro, não faria nenhum mal. “As pessoas ignoram a dificuldade que é carregar um peso maior do que se pode sustentar. Não sabemos lidar de forma adequada com os obesos, e isso fica muito claro para eles, pois a mídia prega, a todo momento, que felicidade e beleza são sinônimos de um corpo magro, abalando o psicológico dos gordinhos”, observa Luciana.
A psicóloga propõe pensarmos num mecanismo de retroalimentação, no qual a pessoa obesa já se sente diferente e inadequada na maioria das vezes e quando recebe mais críticas ou percebe que é excluída e estigmatizada, a comida se torna, mais uma vez, uma das únicas fontes de prazer. “A comida entra com a função de um antidepressivo ou mesmo como ansiolítico”, conclui.
Baixa autoestima
Muitos obesos vivem uma perigosa ambiguidade. Levam tudo na esportiva e em público até fazem gozação consigo mesmo como forma de superar o preconceito. Mas tem hora que não dá. No escuro do quarto, a máscara de pessoa feliz desaba. A autoestima vai ao chão porque, numa análise rasteira, imputa-se ao gordo uma culpa que não lhe cabe, tomando-o como uma pessoa sem força de vontade, vulnerável à gula e à preguiça. Em síntese, é uma pessoa que não emagrece porque não quer. E o preconceito estético provoca estragos na forma de se enxergar.
“A beleza é uma questão de imagem e autoimagem, não existe, portanto, o ‘mais que’ e sim o ‘diferente de’, pois cada um tem um aspecto da beleza que o torna único”, diz a psicóloga Luciana Kotaka. “Muitos se tornam introspectivos, como forma de proteção contra um mundo agressivo, podendo ficar em reclusão, evitando sair de casa, sem fazer amizade ou frequentar academia”, observa. Muitos tomam antidepressivos para conseguir lidar com a realidade da discriminação.
Tendência a ser obeso se define até os 2 anos
Pesquisa americana indica que a tendência à obesidade é definida antes dos dois anos de idade. O estudo publicado na revista médica Clinical Pediatrics descobriu que mais da metade dos entrevistados já estava acima do peso antes dos dois anos. Antes dos cinco, 90% já demonstravam sinais de obesidade. Um quarto deles já estava acima do peso aos cinco meses de idade.
As razões para o ganho de peso excessivo na infância e adolescência ainda não são conhecidas, mas pesquisadores dizem que alguns fatores que contribuem para isso são dieta inadequada, introdução de alimentos a bebês muito cedo e falta de exercício. As preferências alimentares já podem estar definidas antes dos dois anos de idade e pode ser difícil modificar os hábitos das crianças mais tard
Essa é uma das razões para que a atual geração de crianças tenha uma expectativa de vida menos elevada que a dos pais, segundo a Organização Mundial da Saúde. Doenças relacionadas à obesidade atingem cada vez mais jovens e crianças, que podem sofrer de hipertensão e alguns tipos de câncer. Quarenta e três milhões de crianças em idade pré-escolar sofrem de obesidade ou sobrepeso, condição que gera riscos para a saúde ao longo de toda a vida.
http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?tl=1&id=982509&tit=Preconceito-tamanho-G
PRECONCEITO COM OS OBESOS!!!
NO DIA DO CONSUMIDOR , QUE TAL RELEMBRARMOS A IMPORTÂNCIA DOS OBESOS NA HORA DAS COMPRAS.
COM O TEXTO: Preconceito tamanho GAtitudes irônicas, maldosas e agressivas reforçam o sentimento de inferioridade das pessoas gordas. Discriminação vai do sutil ao escancarado
Publicado em 14/03/2010
POR Mauri König -
EM http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?tl=1&id=982509&tit=Preconceito-tamanho-G
ainda na entrada da loja a vendedora pergunta: “É pra você?” Tudo certo, não fosse o traço de ironia no canto dos lábios diante da moça de manequim 46. A modelo plus size Andressa Costa de Oliveira, 25 anos, já passou por isso algumas vezes. A reação depende do humor na hora, diz ela, mas é impossível ficar indiferente ao preconceito estético. Gordinha desde sempre, Andressa nunca encarou seu corpo como um problema. Entretanto, nem todos conseguem superar a discriminação. Atitudes irônicas, maldosas e agressivas, sejam elas de amigos ou desconhecidos, reforçam o sentimento de inferioridade dos obesos.
Não bastassem as restrições físicas próprias da obesidade, os gordos ainda são vítimas de um sutil preconceito. Sutil porque nem sempre o outro se dá conta de que sua atitude revela discriminação. Um exemplo? Considerá-los lentos, preguiçosos e obcecados por comida. No entanto, há outras formas mais evidentes. Numa cultura midiática de culto ao belo – e, nesse caso, ser belo é ser magro –, o obeso está predestinado a olhares recriminatórios, a ser visto como inferior, a ter restrições na hora de se vestir, a ter apelidos depreciativos, a ser sexualmente desinteressante.
É IMPORTANTE SABER:
Discriminação que mais machuca vem de casa
O empresário José Eduardo do Carmo Costa foi ganhando de três a quatro quilos desde os 18 anos. Hoje, aos 51, pesa 175. Já passou por situações constrangedoras, como no dia em que um sujeito fez a maior cena no avião lotado e se recusou a viajar no banco ao seu lado, ou diante dos gracejos de crianças apontando o dedo e dizendo “olha, mãe, um homem gordo”. Ao obeso, cabe assimilar cada manifestação de preconceito. Com algumas, brinca-se, com outras, ignora-se. Mas para algumas, não há remédio. “A discriminação que mais machuca é a da família”, diz José Eduardo.
Os pais dele, que são magros, não aceitam o fato de os quatro filhos serem obesos. José Eduardo sente-se magoado, mas respeita a opinião deles, já idosos. Os pais sofreram no tempo da Segunda Guerra Mundial. Passaram até fome. Talvez por isso não quisessem ver a história repetida com os filhos, e assim os empanturravam. Tamanha preocupação acabou resultando num descompasso com a balança e, no caso de José Eduardo, a uma triste constatação acerca da percepção que os outros fazem de pessoas como ele. “Socialmente, ser gordo é um desvio”, diz.
“A gente é obrigado a levar na esportiva, tratar o preconceito com bom humor, mas que machuca, machuca”, desabafa. Ainda assim, procura se descontrair quando se depara com alguma atitude preconceituosa. “Ser gordo tem lá suas vantagens. Até já me convidaram para ser candidato a prefeito ou vereador em Campina Grande do Sul”, diz. E qual o porquê do convite? “Porque você não conhece ninguém, mas todo mundo te conhece. Com esse tamanho, não dá para passar despercebido”, brinca.
José Eduardo faz acompanhamento psicológico e nutricional há dois anos como forma de preparação para a cirurgia bariátrica. Só ainda não decidiu a data da operação para reduzir o estômago. Tem um pouco de medo. Ele reconhece que a opinião alheia tem muita influência. Quando fizer a cirurgia, será apenas 30% por necessidade própria e 70% por pressão dos outros. (MK)
1,5 bilhão serão obesos em 2015
Um bilhão e meio de pessoas sofrerão com a obesidade em 2015 se não mudarem o estilo de vida e hábitos alimentares pouco saudáveis, diz pesquisa da Organização Mundial da Saúde. Quatrocentos mil morrerão nos Estados Unidos devido a doenças coronárias em 2010, estagnando os efeitos dos avanços em medicina cardiovascular.
Metade das mortes previstas poderia ser evitada se as pessoas comessem de forma mais saudável e deixassem de fumar. Desde os anos 70, a taxa de morte por esse tipo de doença caiu pela metade graças a reduções no consumo de colesterol e de tabaco. Mas desde os anos 90 essas conquistas perderam força.
Consulta popular realizada pelo Instituto Paraná Pesquisas revela que três entre 10 curitibanos já fizeram brincadeiras ou comentários maldosos sobre gordos (leia mais nesta página). Essa é só a faceta quixotesca do preconceito se comparada a outras formas mais agressivas. Semana passada, por exemplo, uma empresa da Lapa, na região metropolitana de Curitiba, foi condenada pela Justiça do Trabalho a pagar indenização de R$ 5 mil à dona de casa Daiana Fernandes por tê-la discriminado. Ela foi avisada que não seria contratada por ser obesa e isso traria problemas futuros para a empresa.
Dia a dia sofrido
O cotidiano dos obesos é todo de dificuldades, inclusive nos relacionamentos amorosos e na hora de procurar emprego. Algumas empresas, a exemplo da que recusou Daiana, evitam contratar funcionários com maior probabilidade de ter problemas de saúde, entre os quais hipertensão, diabetes, doenças cardíacas e colesterol. “Tenho recebido muitas queixas de pacientes com dificuldades em arrumar emprego, pois sabem que não têm as mesmas oportunidades de trabalho, em função da discriminação por estarem acima do peso”, diz a psicóloga Luciana Kotaka.
“As atividades diárias dos obesos são impregnadas de medo, por receio de virarem alvo de chacotas, causando constrangimento”, diz a psicóloga. O problema pode estar em coisas consideradas simples pelos demais, como passar por uma roleta, comprar roupas, dançar ou mesmo se abaixar para amarrar o sapato. Isso tudo pode ser motivo de grande insegurança ou gerador de ansiedade. “O obeso sabe que é observado em suas condutas cotidianas e, frequentemente, ouve comentários maldosos e piadinhas de colegas ou de estranhos que estão no mesmo ambiente”, observa Luciana.
“De forma geral, ouvem que são preguiçosos, sem força de vontade, o que acaba por levar a pessoa a um comportamento de engessamento, pois acaba como que acreditando que não tem força e determinação suficientes para fazer exercícios físicos, ou mesmo seguir um programa de reeducação alimentar, permanecendo estagnada e engordando cada vez mais”, diz Luciana. Segundo ela, as pessoas que um dia já foram magras, que já estiveram dentro dos padrões estabelecidos pela sociedade, são as que apresentam maiores sequelas, pois sentem a discriminação de forma mais acentuada.
As mulheres são mais suscetíveis, pois delas se cobra o estereótipo da mulher feminina, magra e bonita. “Nos desfiles, novelas, cinemas e publicidade, a mulher aparece sempre magra, fortalecendo esse ideal de beleza e promovendo a constante insatisfação”, diz ela. Esse “ideal” permeia o cotidiano. Andressa já se sentiu constrangida num shopping ao sentar-se na praça de alimentação para comer seu Big Mac. Ao seu lado, uma ma-grela a olhava como se dissesse “eu, que sou magra, estou comendo uma salada, e você, que é gorda, está comendo isso?”
Para a psicóloga, um exercício de alteridade, colocando-se no lugar do outro, não faria nenhum mal. “As pessoas ignoram a dificuldade que é carregar um peso maior do que se pode sustentar. Não sabemos lidar de forma adequada com os obesos, e isso fica muito claro para eles, pois a mídia prega, a todo momento, que felicidade e beleza são sinônimos de um corpo magro, abalando o psicológico dos gordinhos”, observa Luciana.
A psicóloga propõe pensarmos num mecanismo de retroalimentação, no qual a pessoa obesa já se sente diferente e inadequada na maioria das vezes e quando recebe mais críticas ou percebe que é excluída e estigmatizada, a comida se torna, mais uma vez, uma das únicas fontes de prazer. “A comida entra com a função de um antidepressivo ou mesmo como ansiolítico”, conclui.
Baixa autoestima
Muitos obesos vivem uma perigosa ambiguidade. Levam tudo na esportiva e em público até fazem gozação consigo mesmo como forma de superar o preconceito. Mas tem hora que não dá. No escuro do quarto, a máscara de pessoa feliz desaba. A autoestima vai ao chão porque, numa análise rasteira, imputa-se ao gordo uma culpa que não lhe cabe, tomando-o como uma pessoa sem força de vontade, vulnerável à gula e à preguiça. Em síntese, é uma pessoa que não emagrece porque não quer. E o preconceito estético provoca estragos na forma de se enxergar.
“A beleza é uma questão de imagem e autoimagem, não existe, portanto, o ‘mais que’ e sim o ‘diferente de’, pois cada um tem um aspecto da beleza que o torna único”, diz a psicóloga Luciana Kotaka. “Muitos se tornam introspectivos, como forma de proteção contra um mundo agressivo, podendo ficar em reclusão, evitando sair de casa, sem fazer amizade ou frequentar academia”, observa. Muitos tomam antidepressivos para conseguir lidar com a realidade da discriminação.
Tendência a ser obeso se define até os 2 anos
Pesquisa americana indica que a tendência à obesidade é definida antes dos dois anos de idade. O estudo publicado na revista médica Clinical Pediatrics descobriu que mais da metade dos entrevistados já estava acima do peso antes dos dois anos. Antes dos cinco, 90% já demonstravam sinais de obesidade. Um quarto deles já estava acima do peso aos cinco meses de idade.
As razões para o ganho de peso excessivo na infância e adolescência ainda não são conhecidas, mas pesquisadores dizem que alguns fatores que contribuem para isso são dieta inadequada, introdução de alimentos a bebês muito cedo e falta de exercício. As preferências alimentares já podem estar definidas antes dos dois anos de idade e pode ser difícil modificar os hábitos das crianças mais tard
Essa é uma das razões para que a atual geração de crianças tenha uma expectativa de vida menos elevada que a dos pais, segundo a Organização Mundial da Saúde. Doenças relacionadas à obesidade atingem cada vez mais jovens e crianças, que podem sofrer de hipertensão e alguns tipos de câncer. Quarenta e três milhões de crianças em idade pré-escolar sofrem de obesidade ou sobrepeso, condição que gera riscos para a saúde ao longo de toda a vida.
http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?tl=1&id=982509&tit=Preconceito-tamanho-G
sábado, 6 de março de 2010
MARKETING ESPORTIVO EM ANO DE COPA DO MUNDO: A FERRAMENTA
VALE REFLETIR UM POUCO SOBRE MKT ESPORTIVO , EM ANO DE COPO DO MUNDO UMA FERRAMENTA ATIVADA!!! MAS QUE CADAVEZ MAIS UTILIZADA , EM SUBSTITUIÇÃO A MÍDIA TRADICIONAL. AFINAL TEXTO O CONTROLE REMOTO E MONITORAMOS OS COMERCIAIS DIARIAMENTE.
O TEXTO ABAIXO É DO SITE http://www.arenasports.com.br/mktesportivo.asp
Marketing Esportivo - Definições e ConceitosO Marketing Esportivo é uma ferramenta utilizada para comunicar-se com clientes, prospects, colaboradores e comunidade. Tem o esporte, como forma de contato com o target e, portanto, é ligado diretamente à emoção, à paixão.
Esse é o grande diferencial com relação às demais ferramentas de comunicação. Utilizado de forma precisa, o Marketing Esportivo agrega força à marca ou à empresa por meio do simbolismo com os valores do esporte, como superação, trabalho em equipe e liderança, inerentes também ao sucesso na vida corporativa e às características de cada corporação. Sendo assim, empresas de tecnologia buscam se associar ao automobilismo e empresas cujos produtos são de luxo, a esportes como tênis e golfe, por exemplo.
O marketing esportivo tem, como vantagem, o fato de impactar um consumidor relaxado, em meio ao programa e não nos intervalos. Dessa forma, a empresa que faz uso dessa estratégia de comunicação é percebida, não como uma anunciante, mas sim como uma parceira, que permite com que os campeonatos ou times patrocinados possam ter sucesso e continuidade. Mais do que isso, ainda há uma lealdade muito maior a empresas que detém esta imagem. Por exemplo, na Nascar, categoria do automobilismo americano, há uma lealdade de 72% aos patrocinadores. Ou seja, 72% dos fãs da categoria assumem comprar um produto de um patrocinador em detrimento a um não-patrocinador.
Além de ser uma forma de comunicação saudável, envolve sentimentos de uma grandeza insuperável que só o esporte pode oferecer. Adrenalina, alegria, conquista, vibração e emoção são alguns dos elementos que fazem da atividade um misto de aventura e poder. Não se pode esquecer o papel dos ídolos, que, nesse processo, são os verdadeiros porta-vozes do mercado, com suas mensagens traduzidas em forma de talentos esportivos.
Eventos como os Jogos Olímpicos, Copa do Mundo e Superbowl, que atraem bilhões de espectadores ao redor do mundo, são bons exemplos de como o esporte surge como uma excelente forma, diferenciada, de atingir objetivos de marketing propostos pelas empresas. Esporte produz entretenimento, produz paixão. Mas é uma indústria e deve ser administrada como um negócio.
Objetivos do marketing esportivo
•Fortalecimento da marca (produto ou empresa)
•Fortalecimento da imagem (produto ou empresa)
•Retorno de mídia espontânea
•Fator de agregação à marca
•Conquista de mercado
•Excelente ferramenta de comunicação
•Aumento do reconhecimento público
•Rejuvenescimento da imagem da empresa
•Exposição da marca na imprensa e em diferentes mídias
•Reforço da imagem corporativa
•Simpatia junto ao público e mídia
•Envolvimento da empresa com a comunidade
A Indústria do EsporteA INDÚSTRIA ESPORTIVA NO BRASIL E NO MUNDO
No mundo, a indústria do esporte movimenta algo em torno de US$ 1 trilhão.
cada gol, cesta ou raquetada, as caixas registradoras das empresas de marketing esportivo rodam numa velocidade impressionante.
Trata-se hoje de uma das mais lucrativas indústrias do planeta, que contribui com o nascimento de grandes companhias da noite para o dia. Números no Brasil (2002)
- A indústria esportiva no Brasil, movimenta em média R$ 31 bilhões por ano e vem crescendo a cada ano. Já ultrapassa os 3% do PIB brasileiro.
- Só os torcedores do Flamengo têm um poder de consumo maior do que a Venezuela e cerca de 65% da Argentina·
Nos EUA, a indústria do esporte gera US$ 613 bilhões por ano, representando 6,7% do PIB (Dados de 2002). Em 1982 a industria americana de esporte era composta de apenas 10 investidores, hoje essa realidade é de 3,4 mil empresas.
- Os canais de televisão com programação esportiva nos Estados Unidos dobraram. Em 1997, eram 69. Hoje, são mais de 130; - Custo de um comercial na final do campeonato de futebol americano (SuperBowl) ultrapassa U$ 70 mil/segundo;
- Na Europa, os direitos de transmissão com esportes dobraram desde 1992: de US$ 1,47 bilhão para US$ 3,3 bilhões. Até 2008, a previsão é que dobre novamente, chegando a US$ 7,5 bilhões;
ENFIM UM POUCO DE SUOR, SAUDE E ESPORTE SEMPRE É BOM
http://www.arenasports.com.br/links.asp
O TEXTO ABAIXO É DO SITE http://www.arenasports.com.br/mktesportivo.asp
Marketing Esportivo - Definições e ConceitosO Marketing Esportivo é uma ferramenta utilizada para comunicar-se com clientes, prospects, colaboradores e comunidade. Tem o esporte, como forma de contato com o target e, portanto, é ligado diretamente à emoção, à paixão.
Esse é o grande diferencial com relação às demais ferramentas de comunicação. Utilizado de forma precisa, o Marketing Esportivo agrega força à marca ou à empresa por meio do simbolismo com os valores do esporte, como superação, trabalho em equipe e liderança, inerentes também ao sucesso na vida corporativa e às características de cada corporação. Sendo assim, empresas de tecnologia buscam se associar ao automobilismo e empresas cujos produtos são de luxo, a esportes como tênis e golfe, por exemplo.
O marketing esportivo tem, como vantagem, o fato de impactar um consumidor relaxado, em meio ao programa e não nos intervalos. Dessa forma, a empresa que faz uso dessa estratégia de comunicação é percebida, não como uma anunciante, mas sim como uma parceira, que permite com que os campeonatos ou times patrocinados possam ter sucesso e continuidade. Mais do que isso, ainda há uma lealdade muito maior a empresas que detém esta imagem. Por exemplo, na Nascar, categoria do automobilismo americano, há uma lealdade de 72% aos patrocinadores. Ou seja, 72% dos fãs da categoria assumem comprar um produto de um patrocinador em detrimento a um não-patrocinador.
Além de ser uma forma de comunicação saudável, envolve sentimentos de uma grandeza insuperável que só o esporte pode oferecer. Adrenalina, alegria, conquista, vibração e emoção são alguns dos elementos que fazem da atividade um misto de aventura e poder. Não se pode esquecer o papel dos ídolos, que, nesse processo, são os verdadeiros porta-vozes do mercado, com suas mensagens traduzidas em forma de talentos esportivos.
Eventos como os Jogos Olímpicos, Copa do Mundo e Superbowl, que atraem bilhões de espectadores ao redor do mundo, são bons exemplos de como o esporte surge como uma excelente forma, diferenciada, de atingir objetivos de marketing propostos pelas empresas. Esporte produz entretenimento, produz paixão. Mas é uma indústria e deve ser administrada como um negócio.
Objetivos do marketing esportivo
•Fortalecimento da marca (produto ou empresa)
•Fortalecimento da imagem (produto ou empresa)
•Retorno de mídia espontânea
•Fator de agregação à marca
•Conquista de mercado
•Excelente ferramenta de comunicação
•Aumento do reconhecimento público
•Rejuvenescimento da imagem da empresa
•Exposição da marca na imprensa e em diferentes mídias
•Reforço da imagem corporativa
•Simpatia junto ao público e mídia
•Envolvimento da empresa com a comunidade
A Indústria do EsporteA INDÚSTRIA ESPORTIVA NO BRASIL E NO MUNDO
No mundo, a indústria do esporte movimenta algo em torno de US$ 1 trilhão.
cada gol, cesta ou raquetada, as caixas registradoras das empresas de marketing esportivo rodam numa velocidade impressionante.
Trata-se hoje de uma das mais lucrativas indústrias do planeta, que contribui com o nascimento de grandes companhias da noite para o dia. Números no Brasil (2002)
- A indústria esportiva no Brasil, movimenta em média R$ 31 bilhões por ano e vem crescendo a cada ano. Já ultrapassa os 3% do PIB brasileiro.
- Só os torcedores do Flamengo têm um poder de consumo maior do que a Venezuela e cerca de 65% da Argentina·
Nos EUA, a indústria do esporte gera US$ 613 bilhões por ano, representando 6,7% do PIB (Dados de 2002). Em 1982 a industria americana de esporte era composta de apenas 10 investidores, hoje essa realidade é de 3,4 mil empresas.
- Os canais de televisão com programação esportiva nos Estados Unidos dobraram. Em 1997, eram 69. Hoje, são mais de 130; - Custo de um comercial na final do campeonato de futebol americano (SuperBowl) ultrapassa U$ 70 mil/segundo;
- Na Europa, os direitos de transmissão com esportes dobraram desde 1992: de US$ 1,47 bilhão para US$ 3,3 bilhões. Até 2008, a previsão é que dobre novamente, chegando a US$ 7,5 bilhões;
ENFIM UM POUCO DE SUOR, SAUDE E ESPORTE SEMPRE É BOM
http://www.arenasports.com.br/links.asp
sexta-feira, 5 de março de 2010
COMO RESGATAR AS MARCAS PENSANDO EM MKT
DEPOIS DE TANTAS NOTICIAS SOBRE CONAR E CERVEJA. QUE TAL PENSAR UM POUCO EM MARKETING E MARCAS?
FONTE:http://www.mundodomarketing.com.br/editorialmateria.php?hi=27&materia=13242
Como resgatar a marca usando o Marketing
O caminho é transformar a gestão da empresa com foco no branding e, sobretudo, no Marketing Holístico
Pegue papel e caneta que vamos dar 10 dicas rápidas e fáceis de usar, em qualquer ocasião, estratégias de Marketing simples, e ao mesmo tempo inovadoras, para sair de uma situação onde a marca da sua empresa está denegrida. Vamos lá? Não. Não vamos. Quando você ouvir este discurso, pegue o papel, a caneta e escreva um baita palavrão mandando o sujeito para bem longe da sua empresa.
Ok. Não precisa exagerar. As tais dicas podem até ser importantes para um começo e para uma reflexão que seja capaz de provocar uma grande mudança na gestão da empresa, pois é disso que você precisa, caso a marca esteja desacreditada pelos consumidores e potenciais clientes. Mudança urgente. Quando a companhia chega neste ponto, é preciso rever tudo. A começar pelo básico quatro Ps de Marketing. É necessário fazer uma análise profunda do produto, dos canais de distribuição, da promoção e até do preço.
Ao fazer um raio x completo, que também deve envolver pesquisa e estudos sobre o comportamento do consumidor, idealmente chamando pessoas de fora da empresa, que podem ser especialistas e consultorias em gestão, comportamento do consumidor e branding, você repensará tudo o que está fazendo. É importante se desfazer de todas as amarras anteriores e passar a olhar tudo de forma diferente. Só assim a sua marca fará algo de diferente. Só assim você poderá surpreender o seu consumidor.
As Dicas do Troiano
Mas vamos voltar às dicas. Jaime Troiano, especialista em Branding, mostrou recentemente 10 lições para não cair em armadilhas de Branding. São justamente os cuidados que as empresas devem ter na construção e manutenção de suas marcas. São elas: 1) Aparência e a essência, que devem caminhar juntas; 2) Marketing e os projetos de felicidade, onde as marcas preenchem os desejos dos consumidores; 3) O verdadeiro Brand Equity, é quando o valor da marca está sendo confirmado pelo mercado; 4) Um espaço difícil de conquistar, um estudo em que a marca é avaliada em termos de conhecimento pelo consumidor versus preferência; 5) Nome é só o começo, quando é preciso buscar o DNA da marca; 6) Marcas Fortes: Poder multiplicador, quando a marca mãe gera filhotes, com extensões de marca, 7) A marca das marcas, a identificação com o consumidor; 8) Arquitetura e puxadinhos, os estudos por trás do Branding, 9) Marcas e tapumes, quando elas se escondem dos consumidores; e 10) Anti-branding: o modo de usar, quando a empresa que não está engajada pelo menos em boa parte destes desafios.
Segundo Troiano, elas frequentemente reduzem a verba de Marketing, mudam constantemente de agências, alterando por completo a comunicação da marca quase que anualmente, investem o mínimo em pesquisa possível e olham apenas os seus próprios umbigos. Não buscam informações de mercado e nem olham as tendências. Sem contar com a concentração da gestão da marca em uma área específica ou apenas no Marketing, quando o conceito deve ser aplicado a toda a empresa.
Caso de sucesso SulAmérica
Esses são alguns caminhos a que as empresas devem prestar atenção para não cair. A grande questão é que tudo precisa estar alinhado dentro da empresa. A SulAmérica está desenvolvendo um amplo trabalho que busca transformar a cultura da empresa para que tenha a cultura do cliente. A empresa promove uma reestruturação completa na área de CRM. A mudança começou na estrutura interna da seguradora, até então divida por segmentos de negócios. A área de relacionamento com cliente passou a ser uma superintendência que se reporta diretamente a duas vice-presidências e se integrou aos departamentos de Campanhas, Canais, Pós-Venda, Endomarketing, Database e Análises, Treinamento e Processamento.
Entre os projetos realizados nesta transformação com foco no cliente está o treinamento de todos os stakeholders da empresa para atuar a partir desta filosofia. Desde o Call Center até os gerentes, todos foram treinados para buscar a lealdade do cliente e entender cada tipo de consumidor, passando pela capacitação de corretores para terem uma visão de gestão de clientes. Houve ainda a estruturação do database marketing, marketing intelligence, marketing digital e melhoria de processos internos, incluindo um específico para o tratamento de clientes VIPS, com ações de relacionamento e atendimento diferenciados. Agora, a segmentação é estatística com um book analítico de perfil do cliente e produtos específicos para cada tipo de consumidor.
Na área digital ocorreu a mudança completa dos portais da companhia com maior foco em cada target e utilizando plataformas de web 2.0. A estratégia para os portais deixou de focar exclusivamente na venda de produtos para dar atenção ao cliente, oferecendo serviços que o auxiliem no cotidiano. A meta é fidelizar e fazer novas vendas de outros produtos. Mais mudanças foram feitas. Os wellcomes kits dos seguros passaram a ser mais leves e ganharam ações de cross e up-sell.
Mesmo sabendo da dificuldade de desenvolver uma estratégia integrada como esta, o que a SulAmérica quer é que seus mais de cinco mil colaboradores e 25 mil prestadores estejam engajados na causa do cliente.
Marketing Holístico
Nada disso terá resultado, entretanto, se não houver um olhar de cima. Um planejamento que veja o todo da organização. Não adianta focar apenas em relacionamento ou em Branding, um de cada vez, isoladamente. É preciso olhar para o design, para a segmentação, para as métricas de retorno sobre o investimento, fazer pesquisa constantemente, dar atenção máxima ao ponto-de-venda caso seja varejo o seu negócio, inovar, ousar, prestar atenção na sustentabilidade e em uma comunicação integrada também focada em retorno sobre o investimento.
Para mudar a imagem da marca, é preciso ajustar o foco para que ele não fique restrito. Deve-se olhar o todo, sempre. Marketing é isso. É holístico. É tudo isso que falamos e mais um pouco. Ao mesmo tempo, agora. As empresas devem parar de pensar uma coisa separada da outra achando que ela resolve todos os problemas. É um grande desafio, sem dúvidas, mas está na hora de mudar a forma de fazer Marketing.
* Este texto foi publicado originalmente na revista Venda Mais e agora no Mundo do Marketing
quarta-feira, 3 de março de 2010
Mais sobre a Devassa
02/03/2010 - 20:03
Devassa põe tarja preta em loura para não sair do ar
"Isso acontece com empresas que não são ligadas à AmBev, experimentei dificuldades similares quando fiz a campanha da Nova Schin. Marca nova entrando no mercado do concorrente causa desconforto e fortes reações no Conar". A afirmação é de Átila Francucci, hoje na agência Young & Rubicam, mas que esteve à frente da criação da campanha Experimenta, feito para o lançamento da Nova Schin, marca do portfólio do Grupo Schincariol. Segundo Átila, é hipocrisia à atual reação do Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) de suspender por liminar o anúncio da Devassa.
Ao ser impedida de colocar o anúncio da cerveja no ar, o Grupo Schincariol, decidiu colocar uma tarja preta sobre a Pin-up estampada na tampa, símbolo da cerveja Devassa Bem Loura, que aparece também nos copos de cerveja e nas garrafas de cenas gravadas para o comercial original. Há uma boa dose de humor na peça, reconhece o publicitário Augusto Cruz, presidente da agência Mood, responsável pela campanha. "Mas também (há) a certeza de que não há nada de errado com o comercial anterior, que foi produzindo seguindo todas as normas do Conar para o segmento de bebidas."
A campanha protagonizada pela socialite americana Paris Hilton foi denunciada por consumidores por apelo à sensualidade, o que causou reações apaixonadas não só nas mídias sociais, como o microblog Twitter aqui e no exterior (há um movimento que se chama voltadevassa que já tingiu quatro mil tweets em menos de três horas até esta terça-feira à tarde para pedir o retorno da campanha). O assunto chamou a atenção de veículos especializados em propaganda dos EUA e do jornal New York Times.
A razão do espanto está no fato de o comercial ter sido lançado no carnaval, quando mulheres seminuas ocupam todas as mídias com destaque. Profissionais do meio publicitário que trabalham para outras marcas de cerveja concordam que não há nada de mais explícito na campanha além da sugestão embutida no nome da própria cerveja. "Quando vi o nome Devassa, uma marca que nasceu no Rio num clima descontraído, ser associado a Paris Hilton, que tem fama e comportamento condizente com o sentido da palavra, pensei: isso vai dar confusão. E deu. Há muitos brasis e o pessoal mais conservador não gosta desse tipo de associação", diz um deles que prefere o anonimato para não chatear seu cliente.
Cruz não concorda com essa interpretação. Para ele, a palavra devassa é muito usada. "Essa marca de cerveja existe há oito anos e nunca foi questionada por ter algum apelo sexual", diz ele.
A AmBev, dona das marcas Skol, Brahma e Antarctica, tem preferido não comentar o assunto.
No Conar, o relator da denúncia que pediu a suspensão do anúncio até o julgamento do conselho de Ética da entidade, sem ainda data marcada para acontecer, é o vice-presidente Edney Narchi. O diretor de marketing do Grupo Schincariol, Luis Claudio Taya, não nega que está gostando bastante da exposição positiva que a atual demanda com o Conar está obtendo na mídia. Não apresenta números, mas diz que duas redes de supermercados pediram mais estoque de Devassa. "A curiosidade nessas situações sempre atiça a curiosidade do consumidor."
Taya, assim como muitos publicitários ouvidos em torno dessa censura à Devassa, reconhecem que tanto o Conar, como anunciantes e agências vão ter que considerar a força das mídias sociais na hora desenvolver campanhas. "Paris Hilton é também um fenômeno da Internet", considera Cruz. "Ela fica o tempo todo conectada, é lida e seguida. A nova geração age e reage dessa forma. O sucesso dela aqui está ligado à Internet".
Vamos tocando a vida, sem beber durante o dia. E mais educação!!!!
Devassa põe tarja preta em loura para não sair do ar
"Isso acontece com empresas que não são ligadas à AmBev, experimentei dificuldades similares quando fiz a campanha da Nova Schin. Marca nova entrando no mercado do concorrente causa desconforto e fortes reações no Conar". A afirmação é de Átila Francucci, hoje na agência Young & Rubicam, mas que esteve à frente da criação da campanha Experimenta, feito para o lançamento da Nova Schin, marca do portfólio do Grupo Schincariol. Segundo Átila, é hipocrisia à atual reação do Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) de suspender por liminar o anúncio da Devassa.
Ao ser impedida de colocar o anúncio da cerveja no ar, o Grupo Schincariol, decidiu colocar uma tarja preta sobre a Pin-up estampada na tampa, símbolo da cerveja Devassa Bem Loura, que aparece também nos copos de cerveja e nas garrafas de cenas gravadas para o comercial original. Há uma boa dose de humor na peça, reconhece o publicitário Augusto Cruz, presidente da agência Mood, responsável pela campanha. "Mas também (há) a certeza de que não há nada de errado com o comercial anterior, que foi produzindo seguindo todas as normas do Conar para o segmento de bebidas."
A campanha protagonizada pela socialite americana Paris Hilton foi denunciada por consumidores por apelo à sensualidade, o que causou reações apaixonadas não só nas mídias sociais, como o microblog Twitter aqui e no exterior (há um movimento que se chama voltadevassa que já tingiu quatro mil tweets em menos de três horas até esta terça-feira à tarde para pedir o retorno da campanha). O assunto chamou a atenção de veículos especializados em propaganda dos EUA e do jornal New York Times.
A razão do espanto está no fato de o comercial ter sido lançado no carnaval, quando mulheres seminuas ocupam todas as mídias com destaque. Profissionais do meio publicitário que trabalham para outras marcas de cerveja concordam que não há nada de mais explícito na campanha além da sugestão embutida no nome da própria cerveja. "Quando vi o nome Devassa, uma marca que nasceu no Rio num clima descontraído, ser associado a Paris Hilton, que tem fama e comportamento condizente com o sentido da palavra, pensei: isso vai dar confusão. E deu. Há muitos brasis e o pessoal mais conservador não gosta desse tipo de associação", diz um deles que prefere o anonimato para não chatear seu cliente.
Cruz não concorda com essa interpretação. Para ele, a palavra devassa é muito usada. "Essa marca de cerveja existe há oito anos e nunca foi questionada por ter algum apelo sexual", diz ele.
A AmBev, dona das marcas Skol, Brahma e Antarctica, tem preferido não comentar o assunto.
No Conar, o relator da denúncia que pediu a suspensão do anúncio até o julgamento do conselho de Ética da entidade, sem ainda data marcada para acontecer, é o vice-presidente Edney Narchi. O diretor de marketing do Grupo Schincariol, Luis Claudio Taya, não nega que está gostando bastante da exposição positiva que a atual demanda com o Conar está obtendo na mídia. Não apresenta números, mas diz que duas redes de supermercados pediram mais estoque de Devassa. "A curiosidade nessas situações sempre atiça a curiosidade do consumidor."
Taya, assim como muitos publicitários ouvidos em torno dessa censura à Devassa, reconhecem que tanto o Conar, como anunciantes e agências vão ter que considerar a força das mídias sociais na hora desenvolver campanhas. "Paris Hilton é também um fenômeno da Internet", considera Cruz. "Ela fica o tempo todo conectada, é lida e seguida. A nova geração age e reage dessa forma. O sucesso dela aqui está ligado à Internet".
Vamos tocando a vida, sem beber durante o dia. E mais educação!!!!
SOMOS DEVASSOS OU BRAMEIROS ???
ATÉ QUE PONTO NOS IDENTIFICAMOS COM AS MENSAGENS PUBLICITÁRIAS?
QUAL É O LIMITE DE TOLERÂNCIA COM AS MENSAGENS QUE FALAM COM A NOSSA SOCIEDADE.
CORPOS SENSUAIS QUE EXPLORAM AS MULHERES SÃO SÃO TOLERADOS PELA SOCIEDADE... PORÉM HONES GUERREIROS MOTIVANDO AS BATALHAS NOS ESTÁDIOS SÃO PERMITIDOS E PATROCINAM NOSSO MAIOR ESPORTE BRETÃO....
ESTA SEMANA O ASSUNTO VOLTOU A TODA COM A CAMPANHA DA DEVASSA E EU APROVEITO PARA PUBLICAR MENSAGENS SOBRE O ASSUNTO.
Socialite foi contratada pela Schin
Débora Thomé e Marili Ribeiro, RIO e SÃO PAULO
A nova marca de cerveja do portfólio do Grupo Schincariol, batizada de Devassa Bem Loura, recorreu a uma garota propaganda que - ainda que temporária, pois participará apenas do lançamento no carnaval no Rio -, tem atitude que combina com o nome do produto. A socialite e milionária americana Paris Hilton fez fama frequentando festas e protagonizando escândalos.
A Devassa Bem Loura vai disputar consumidores com as líderes do segmento, como Skol, Brahma, Itaipava e Bohemia. Fará isso nos mercados do Rio e de São Paulo, praças onde o principal rótulo da empresa, Nova Shin, não decola. O melhor desempenho da cervejaria tem sido no Nordeste, onde detém 35% de participação de mercado. O diretor de marketing da empresa, Luiz Claudio Taya, diz que não há programação para a nova marca ser distribuída lá tão cedo.
Para o lançamento da nova Devassa, que herda o nome da marca artesanal comprada pela Schincariol há três anos, estão sendo destinados R$ 100 milhões. Taya diz que a estratégia de marketing é agressiva e que outras louras serão convidadas a entrar nas campanhas da nova marca.
O mercado de cerveja cresceu o ano passado 5,3% em volume e 12% em faturamento. O presidente executivo e um dos herdeiros da companhia, Adriano Schincariol, reforçou que, por isso mesmo, serão feito investimentos de R$ 1 bilhão em 2010 destinados à expansão da capacidade produtiva e em propaganda.
Por ano, a Schincariol produz 4,5 bilhões de litros de cerveja. Nas contas da empresa, ela ocupa hoje 13% do mercado. A sua expansão será concentrada no Rio e em São Paulo. "O grupo está hoje saudável financeiramente e estamos atentos ao mercado para novas aquisições, mas não há nada novo, por enquanto", diz Schincariol.
2) São Paulo - O Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) suspendeu a veiculação de parte da campanha da cerveja Devassa Bem Loura, da Schincariol, com a socialite americana Paris Hilton.
A medida liminar é parcial, logo nem todos os anúncios terão que deixar de ser exibidos, mas entre os que foram vetados estão o filme de 60 segundos, o principal da campanha publicitária, assim como algumas páginas do site da cervejaria.
SEXISTA
SEXISTA
A decisão é uma resposta às denúncias de consumidores e da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, ligada à Presidência da República, que consideraram a campanha sexista e desrespeitosa.
(Com informações da Folha Online)
3)São Paulo, 1 mar (EFE).- O Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) vetou nesta segunda-feira a veiculação de um comercial de cerveja com a atriz e milionária americana Paris Hilton por considerá-lo "sensual demais".
Os 60 segundos protagonizados por Hilton na propaganda da marca Devassa, do Grupo Schincariol, foram retirados do ar, da mesma forma que algumas fotos do site da cerveja, comunicou o organismo regulador.
A decisão foi tomada em resposta às múltiplas denúncias levadas ao organismo por consumidores e a pedido da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, que qualificou a campanha de "sexista e desrespeitosa".
O Grupo Schincariol divulgou um comunicado no qual indicou que recebeu as três notificações do órgão, mas reiterou que o comercial "não ofende, em nenhum aspecto, qualquer norma ou orientação emitida pelo Conar".
No entanto, a companhia "acata a decisão e já trabalha na defesa do caso".
As imagens provocativas e em roupas insinuantes de Hilton já foram vistas por 400 mil internautas em sites de vídeos como o "YouTube", segundo números divulgados pela empresa.
http://www.google.com/hostednews/epa/article/ALeqM5h3FT4oXwi9lcfinex5WPx-mi1n1w
DEIXO CLARO QUE NÃO É NENHUMA APOLOGIA AS CAMPANHAS DE CERVEJA.
PELO CONTRÁRIO TEMOS ESTIMULOS DEMAIS AO ÁLCOOL E POUCO DE EDUCAÇÃO À SOCIEDADE. MAS TEMOS 2 PESOS E 2 MEDIDAS... E OS GUERREIROS....
Aqui repito o texto de Ugo Georgetti - uma pérola sobre o assunto.
Ugo Giorgetti critica filme da Brahma , felizmente, começam a aparecer mais protestos contra este que é o pior e mais irresponsável comercial dos últimos tempos
Guerreiros ou brameiros
Ugo Giorgetti
Não sei por que ando pensando muito num comercial da Brahma que andou, ou anda, pelas televisões.
De fato ele não me sai da cabeçAFiquei tão intrigado que recorri até ao site do Clube de Criação de S.Paulo, onde não só o encontrei na íntegra, como tive a surpresa de encontrar também declarações do diretor de marketing da Brahma que, por sua vez, vieram aumentar meu assombro.
Queria, logo de início, pedir licença ao diretor da empresa para refutar uma de suas declarações.
Diz ele: “Com a campanha não queremos impor nada a ninguém. Queremos apenas ser porta-vozes do povo brasileiro.”
Bem, meu porta-voz esse comercial não é, isso eu posso garantir.
E, espero, também não seja de boa parte do povo brasileiro.
Para quem não sabe, o comercial descreve a atitude ideal do torcedor brasileiro em relação à Copa do Mundo que se aproxima.
Consta de uma sucessão de imagens bélicas e melodramáticas, onde supostos torcedores carrancudos, gritam, choram e batem no peito.
Para deixar ainda mais claro a observadores menos atentos que o que se espera realmente são guerras e batalhas, mistura essas cenas com outras, fictícias, devidamente produzidas e filmadas, de um grande exército medieval em ação.
Se as imagens falam por si, o pior é o som.
Vozes jovens alucinadas urrando palavras de ordem num tom ameaçador, histérico, a lembrar manifestações das mais radicais e intolerantes agrupamentos que, infelizmente, existem no interior de qualquer sociedade.
Eu me permito transcrever algumas das frases vociferadas: “Eu queria que a seleção fosse para a Copa, como quem vai para uma batalha!” “Eu quero guerreiros!”, “Vamos para a guerra juntos! 180 milhões de guerreiros!” “Sou guerreiro!” No final do filme, num golpe de surrealismo que faria as delícias de Luis Buñuel, o locutor, contrariando o tom anterior de toda a mensagem, recomenda sabiamente: “Beba com moderação.”
O diretor de marketing da Brahma, no mesmo site do Clube de Criação continua: “A mensagem que queremos passar ao torcedor é que, além de ser a primeira marca brasileira a patrocinar oficialmente uma Copa do Mundo, o desejo da Brahma é despertar a atitude guerreira da seleção em todos os 190 milhões de brasileiros.”
Com todo o respeito que tenho pela Brahma, cuja publicidade acompanho, até por dever de ofício, há mais de quarenta anos, e que me pareceu sempre celebrar a alegria e a irreverência popular, essas declarações inspiram alguns comentários.
O que eu espero da seleção é que jogue bola.
Acho que o que nos derrotou em 2006 não foi a falta de guerreiros, mas foi o Zidane, que não era exatamente um guerreiro.
Quanto aos 190 milhões, espero que honrem nossa tradição de saber perder, como fizemos em 1950 em pleno Maracanã, ou como fizemos em 1982, encantando o mundo.
O resto é apenas apelar para o que há de pior na sociedade brasileira.
Que é o que faz esse equivocado comercial dessa grande empresa.
E de repente, a razão pela qual penso nele com tanta freqüência me aparece claramente: é que, de certo modo, o confundo com as cenas reais que aconteceram no estádio do Curitiba domingo passado.
Ao revê-las me ocorre uma pergunta: os torcedores que, ensandecidos, fizeram o que fizeram no Paraná seriam “guerreiros” ou “brameiros”?
Ou os dois?
Infelizmente não foi possível alertá-los para invadirem e quebrarem tudo “com moderação”.
CAROS PREFIRO ACREDITAR QUE DEVEMOS APROVEITAR O MOMENTO PARA DISCUTIR ATÉ QUE PONTO SOMOS RESPONSÁVEIS PE3LOS NOVOS HÁBITOS DE CONSUMO EM RELAÇÃO A BEBIDA.... CERVEJA COMO ÁGUA.... E NÃO SOMENTE A SENSUALIDADE FEMININA EXPOSTA NA TV DESDE AS 8N HORAS DA MANHÃ, EM FILMES, APRESENTADORAS INFANTIS, ANÚNCIOS DE CINTAS, MODERADORES DE APETITE E AFINS.
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