sábado, 20 de agosto de 2016

Alemanha vence a Suécia e leva ouro no futebol feminino

Alemanha vence a Suécia e leva ouro no futebol feminino
A seleção feminina de futebol da Alemanha venceu a Suécia por 2 a 1, no Maracanã, e conquistou a medalha de ouro na Rio-2016.
Os gols na decisão aconteceram no segundo tempo. A Alemanha abriu 2 a 0, e a Suécia descontou. Nos minutos finais, o time sueco pressionou em busca do empate, mas a equipe alemã se fechou na defesa e conseguiu a vitória.
Na semifinal, a Suécia eliminou a seleção brasileira nos pênaltis. Nesta sexta (19), o Brasil perdeu a disputa da medalha de bronze para o Canadá.
Neste sábado (20), entre os homens, a seleção brasileira tenta o ouro inédito contra a Alemanha, às 17h30 (de Brasília).
http://aovivo.folha.uol.com.br/2016/08/19/5003-4-aovivo.shtml?tags=#post345812
2016 Rio Olympics - Soccer - Final - Women's Football Tournament Gold Medal Match - Sweden v Germany - Maracana - Rio de Janeiro, Brazil - 19/08/2016. Germany's (GER) players celebrate winning the gold. REUTERS/Murad Sezer FOR EDITORIAL USE ONLY. NOT FOR SALE FOR MARKETING OR ADVERTISING CAMPAIGNS. ORG XMIT: OLYSS746
Jogadoras de futebol da Alemanha comemoram medalha de ouro após vencer a SuéciaMurad Sezer/Reuters

Grael vê projeto de potência olímpica ameaçado por fim de ciclo de eventos





Adidas/divulgação
Lars Grael divulga na Olimpíada projeto que mescla ambientalismo e esporteimagem: Adidas/divulgação

Bruno Freitas
Do UOL, no Rio de Janeiro
Meses antes da Rio-2016, Lars Grael publicou um texto contundente sobre o risco que o esporte brasileiro corre, em sua opinião, de viver uma "fábula da Cinderela". Em seus argumentos, o ex-velejador diz que nunca antes os atletas do país haviam se preparado tão adequadamente para uma Olimpíada. No entanto, concluía que existe um perigo real de os esforços ruírem, de o decantado projeto de potência olímpica "virar abóbora".
Presidente da Comissão Nacional de Atletas, ligada ao Conselho Nacional de Esporte, Grael chamava a atenção para uma tendência de visão imediatista na gestão esportista nacional. Com o fim do ciclo de grandes eventos no país, que durou quase uma década, o ex-medalhista da vela afirmava em seu manifesto que os recursos podem minguar definitivamente, sem uma justificativa mais óbvia.   
"Um país que deseja ser uma potência olímpica ou paraolímpica, você não faz isso em quatro, oito ou 12 anos. Tem que haver um comprometimento maior com o esporte, que os benefícios de financiamento se mantenham, que a gente melhore a qualidade da gestão esportiva do Brasil e que o Rio de Janeiro seja um ponto de partida para um país que deseja ser uma potência olímpica. Para ser uma potência olímpica, a gente tem que ser potência na educação, na saúde preventiva, e olhar para o esporte naquilo que cabe ao governo, que é o esporte de base", afirmou Grael em entrevista ao UOL Esporte.
Segundo ele, é equivocado medir a performance coletiva do Brasil nesta edição da Olimpíada em número de medalhas. Grael entende que o projeto que começou na última década, apoiado em novas leis de incentivo, precisa ser interpretado em médio prazo, além da Rio-2016. 
"Se o Brasil não obtiver a quantidade de medalhas que havia sido projetada para essa Olimpíada, que não seja levado como um fracasso. Que a gente aprenda com as nossas derrotas. Mas que a gente siga com coerência, com qualidade de investimento. Meu medo é que a gente caia num buraco vazio, terminando uma agenda olímpica. 'Chega de gastar dinheiro com esporte, vamos gastar com educação, saúde, segurança pública, infraestrutura'. Não, acho que o esporte tem a ver com o desenvolvimento da sociedade, uma questão civilizatória", argumentou.
Duas vezes medalhista olímpico (bronze nos Jogos de Seul-1988 e Atlanta-1996), Grael migrou para a gestão do esporte após o acidente que lhe custou uma das pernas. Foi secretário nacional de Esportes no então Ministério do Esporte e do Turismo, com Fernando Henrique Cardoso, e também atuou no governo estadual de São Paulo. Nos papéis administrativos, lidou com a implementação de novas políticas de fomento à atividade esportiva no país, do alto rendimento à base. Nesse quesito, Lars diz que o cenário de mecanismos existentes precisa de ajustes para que o Brasil siga na direção do sonho de "potência olímpica" – mecanismos como a Lei de Incentivo ao Esporte.
"As leis são fundamentais para você ter um desenvolvimento do esporte, num conceito de parceria público-privada. Agora, com certeza elas podem ser aprimoradas, na qualidade do gasto. Muita coisa foi gerada de uma forma correta, e ela gerou um benefício para o esporte. Benefício que a gente pode não estar medindo aqui em 2016, mas a gente pode medir em 2020, 2024. Algumas modalidades se desenvolveram através desse benefício. Olha aí a canoagem, esporte em que o Brasil não tinha nenhuma tradição. Graças ao incentivo, chegou lá com o Isaquias (Queiroz), que é fruto de um projeto social e chegou lá em alto rendimento. Precisamos também olhar os erros, lógico que eles existem. Tem que ser um processo evolutivo. Jamais cortar os benefícios, mas aprimorar os mecanismos", declarou.
Fracasso da Rio-2016 na Baía de Guanabara
Na última quinta-feira, Lars participou de um evento em que discutia a qualidade de vida dos oceanos, em nome do Projeto Grael (ONG que mantém ao lado do irmão Torben). A iniciativa ao lado de Adidas e "Parley for the Oceans" (entidade global voltada à causa) batalha por conscientização e recuperação de águas, usando o esporte como uma das ferramentas de intervenção.
Neste tema em particular, o ex-atleta foi crítico quando questionado sobre a qualidade das águas da Baía de Guanabara para uso na programação olímpica da vela. 
"Um fracasso, porque a agenda ambiental foi menosprezada. Talvez fosse a principal agenda, em termos de legado olímpico. A despoluição da Baía de Guanabara, nada aconteceu, a não ser uma retórica vazia. A despoluição da Lagoa Rodrigo de Freitas, de Jacarepaguá, Marapendi, talvez fosse uma grande contribuição. Isso foi colocado numa agenda lateral, que nunca andou. Mas pelo menos que fique o debate, a conscientização social do cidadão, do cidadão cobrando os agentes públicos. Muito mais que uma questão de esporte, mas de saúde pública, econômica, na pesca de subsistência, navegação", comentou.

Hugo Parisi é 13º no salto ornamental e se classifica para semi

Hugo Parisi é 13º no salto ornamental e se classifica para semi
Disputando no trampolim de 10 m, o brasileiro Hugo Parisi foi o 13º colocado na classificatória do salto ornamental. Ele fez 422,45 pontos.
Com o resultado, ele disputará a semifinal da modalidade neste sábado (20) às 11h.
Thomas Daley (Grã-Bretanha) ficou com o primeiro lugar na prova. Fez 571,85 pontos.

Hugo Parisi na competição individual do trampolim de 10 m nesta sexta (19)
Hugo Parisi na competição individual do trampolim de 10 m nesta sexta (19)Stefan Wermuth/Reuters

Continência no pódio gera polêmica sobre merchandising das Forças ArmadasPara bancos e empresas, Exército achou solução para impedimento de exposição de marcas 46



http://esportes.estadao.com.br/noticias/jogos-olimpicos,continencia-no-podio
-gera-polemica-sobre-merchandising-das-forcas-armadas,10000070845
Para bancos e empresas, 
Exército achou solução para impedimento 
de exposição de marcas


Leonencio Nossa e Mariana Durão
20 Agosto 2016 | 06h18
O gesto de atletas financiados pelo Ministério da Defesa de prestar continência nos pódios da Olimpíada tem deixado irritados representantes do setor de marketing de bancos e empresas. Liberado pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), em dívida com as Forças Armadas pelo apoio na Rio-2016, a atitude de erguer a mão na testa, mantendo o corpo em posição de sentido, é considerada merchandising explícito em um evento que impede a ostentação de marcas.
Na madrugada de ontem, o Centro de Comunicação Social da Marinha, em Brasília, disparou nota para ressaltar que a dupla de sargentos Alison Cerutti e Bruno Schmidt tinha conquistado medalha de ouro no vôlei de praia. Pouco antes, no pódio, Alison prestou continência de forma rápida em meio à euforia da torcida. Ele e o companheiro de esporte recebem R$ 3.200 cada por mês desde que foram “alistados”, há três anos, pelo Programa de Alto Rendimento de Atletas da pasta da Defesa.

Foto: Fabio Motta/Estadão
Continência no pódio gera polêmica sobre merchandising das Forças Armadas
Martine Grael e Kahena Kunze prestam continência no pódio
Alison não pode evidenciar as marcas de outros patrocinadores, como Banco do Brasil, Embratel, Oakley e Red Bull. “Vou sugerir à nossa equipe que divulgue um release para enaltecer conquistas dos nossos ‘bancários’”, disse, em tom de ironia, um representante do marketing esportivo do Banco do Brasil, que patrocina boa parte do vôlei e do vôlei de praia no País.
Em entrevista ao Estado, Alison não teve meias palavras para falar do patrocínio. “Eu e o Bruno somos terceiros sargentos da Marinha. Eu sou milico. Então, presto continência, o COI aceitando ou não”, afirmou. “Esse é meu papel, represento o meu País, visto a minha bandeira e sou um bravo zulu”, completou. “Pertenço a isso e nunca vou esconder.” Alison virou “milico” depois de levar a prata em Londres-2012 em parceria com Emanuel.
A postura de Alison foi a mesma de outros atletas militares, como Felipe Wu (prata no tiro esportivo), Arthur Nory (bronze na ginástica artística), Rafael Silva (bronze no judô), Arthur Zanetti (prata na ginástica), Thiago Braz (ouro no salto com vara) e Kahena Kunze e Martine Grael (ouro na vela). As judocas Rafaela Silva e Mayra Aguiar (ouro e bronze) foram as únicas patrocinadas pelas Forças Armadas que não bateram continência, um gesto facultativo. Rafaela chegou a confidenciar que teve medo de perder a medalha.
Zanetti, campeão olímpico em argolas em Londres-2012, tornou-se sargento a um mês dos Jogos do Rio. O técnico dele, Marcos Goto, reagiu à decisão de Zanetti de prestar continência: “Quem dá treino para os atletas sou eu, não os militares”. Dos 465 atletas da delegação brasileira nesta Olimpíada, 165 recebem o patrocínio do Ministério da Defesa.
O boxeador baiano Robson Conceição afirmou que só recebeu medalha de ouro por ser do quadro da Marinha. “Em certo momento eu estive afastado da Confederação Brasileira de Boxe e foi a Marinha quem me deu apoio. Minha continência sempre será prestada”, disse. Para Felipe Wu, medalhista na categoria pistola de ar de 10 metros, virar sargento do Exército garantiu a acesso a armas de precisão e restritas às Forças Armadas.
A tacada de marketing dos militares, considerada simples e genial na área de patrocínio esportivo, teve origem na preparação para os Jogos Mundiais Militares, no Rio, em 2011. A cúpula da Aeronáutica, Exército e Marinha decidiu alistar atletas de melhores rendimentos para competir. Os atletas fizeram seu papel, com muita continência no pódio. O patrocínio pode se prolongar por oito anos.
Enquanto o governo busca afinar um discurso para explicar o não cumprimento da meta de o Brasil ficar entre os dez primeiros no ranking de medalhas, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, anunciou para hoje coletiva na Ilha das Cobras para comemorar as 13 medalhas dos militares. A Ilha das Cobras é ocupada por instalações da Marinha.

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Bryn Lennon/Getty Images)
Ciclistas Philip Hindes, Jason Kenny e Callum Skinner com o ouro. Modalidade foi quem mais deu medalhas ao Reino Unido no Rioimagem: Bryn Lennon/Getty Images)
Fábio Aleixo e José Ricardo Leite
Do UOL, no Rio de Janeiro
Nos Jogos de Atlanta, em 1996, o Brasil conseguiu a melhor campanha de sua história à época ao obter 15 medalhas, sendo três delas de ouro e acabou na 25ª posição. Naquela edição, o Reino Unido ficou com as mesmas 15 medalhas, mas apenas uma de ouro.
A Associação Olímpica Britânica (BOA, na sigla em inglês) conta com recursos do governo, assim como ocorre com o Comitê Olímpico do Brasil (COB). A responsável pela administração e repasse da verba ao Team GB - como é conhecida a delegação - é a UK Sports, um órgão criado em 1997.
Para o atual ciclo olímpico, iniciado em 2013, a entidade injetou 274,5 milhões de libras (R$ 1,2 bilhão) visando à Rio-2016. O investimento ocorreu apenas em 20 dos 28 esportes que compõem o programa. Modalidades em que o Reino Unido tem representatividade quase nula e as chances de medalha eram inexistentes ficaram fora, casos do basquete, handebol e vôlei. O futebol também não recebe financiamento.
No mesmo período, o COB destinou às confederações olímpicas R$ 439 milhões por meio da Lei Agnelo/Piva. Mas estes não foram o único investimento público para turbinar a delegação. Bolsa Atleta e Bolsa Pódio, patrocínios estatais  e convênios firmados com o Ministério do Esporte.
Segundo dados da pasta, o Plano Brasil Medalhas - criado ao fim de 2012 assegurou R$ 1 bilhão adicional aos esportes olímpicos e paraolímpicos em sua preparação para a Rio 2016.
O crescimento do Reino Unido Olimpíada a Olimpíada pode fazer com que no Rio a nação tenha sua melhor campanha de todos os tempos. Em total de pódios, está a sete de alcançar os 65 de Londres-2012.
O carro-chefe dos britânicos em 2016 é o ciclismo, cujas competições já terminaram. Foram 11 medalhas, sendo seis de ouro, quatro de prata e uma de bronze.
"Somos uma nação louca por esporte. Grupos de ciclistas estão por todas as partes, pessoas nadando, correndo. Tivemos uma grande herança esportiva", afirmou o triatleta Alistair Brownlee, que ficou com a medalha de ouro e seu irmão Jonathan com a prata.
"Em termos de sucesso do Team GB, o apoio que recebemos da UK Sports é fenomenal. Tudo que pedi durante este ciclo eu tive. Também mostramos atitude, pois para vencer em uma Olimpíada você precisa ser melhor do que é em qualquer outra fase da sua vida", completou.
O Reino Unido é a única nação a ter ao menos uma medalha de ouro em cada edição dos Jogos desde 1896. Nem os Estados Unidos conseguiram isso por causa do boicote a Moscou-1980.
Confira o desempenho de Brasil e Reino Unido desde 1996
Atlanta-1996
Brasil: 15 medalhas (3 ouros, 3 pratas, 9 bronzes) - 25º
Reino Unido: 15 medalhas (1 ouro, 8 pratas, 6 bronzes) - 36º
Sydney-2000
Brasil: 12 medalhas (6 pratas, 6 bronzes) - 53º
Reino Unido: 28 medalhas (11 ouros, 10 pratas, 7 bronzes) -10º
Atenas-2004
Brasil: 10 medalhas (5 ouros, 2 pratas, 3 bronzes) - 16º
Reino Unido: 30 medalhas (9 ouros, 9 pratas, 12 bronzes) -10º
Pequim-2008
Brasil: 16 medalhas (3 ouros, 4 pratas, 9 bronzes) - 23º
Reino Unido: 47 medalhas (19 ouros, 13 pratas, 15 bronzes) - 4º
Londres-2012
Brasil: 17 medalhas (3 ouros, 5 pratas, 9 bronzes) - 22º
Reino Unido: 65 medalhas (29 ouros, 17 pratas, 19 bronzes) - 3º
Rio de Janeiro-2016
Brasil: 15 medalhas (5 de ouro, 5 de prata e 5 de bronze) - 13º
Reino Unido: 60 medalhas (24 de ouro, 22 de prata e 14 de bronze) - 2º
A posição leva em conta o número de ouros

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