quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Barcelona mantém liderança financeira frente ao Real Madrid





No último sábado  de dezembro de 2017, o mundo parou para assistir mais um duelo entre Real Madrid e Barcelona. “El Clasico”, como é conhecido o confronto é a maior partida do futebol mundial atual.
O jogo, realizado no Santiago Bernabéu e com a vitória do Barça é sem dúvida o maior clássico do futebol atual e deve se manter assim por muito tempo.

Juntos os dois times somam um faturamento superior a R$ 5 bilhões! É maior que a receita conjunta dos 20 maiores times do Brasil.
Nenhum outro jogo entre times de um mesmo país tem tamanho impacto econômico e midiático. A estimativa é que essa partida tenha sido assistida por mais de 650 milhões de pessoas em todas as partes do planeta.
Há pouco mais de um mês publiquei uma análise sobre os dados financeiros do Real Madrid na última temporada, que você pode acessar aqui.
O Real graças as duas últimas temporadas fabulosas, com dois títulos da Champions viu seu faturamento crescer muito, passando de 578 milhões de euros em 2015 para os atuais 675 milhões.
Já o Barcelona que durante anos correu atrás do arquirrival para alcançar suas receitas, desde 2015 equilibrou as coisas. Há dois anos faturava 2 milhões de euros menos que o Real e desde 2016 o ultrapassou.
Passou de um faturamento de 576 milhões de euros em 2015 para 631 milhões de euros em 2016 e fechou 2017 com a maior receita de sua história, atingindo 682 milhões.
Estes valores não incluem as transferências de atletas. Superou o rival mesmo indo pior em campo.

Chama a atenção as receitas de marketing do Barça que atingiram 264 milhões de euros, os direitos de transmissão 178 milhões de euros e a exploração do Camp Nou outros 193 milhões de euros.
Já faz algum tempo que o dinheiro da TV não é mais a principal fonte de receita.
O clube procura diversificar seu modelo mercadológico e explora toda sua potencialidade, tanto em termos locais como globais.
O Barça é o clube com mais fãs nas redes sociais e já conta com 44 empresas patrocinadoras.
Considerando os valores arrecadados com as transferências, o clube catalão fechou 2017 com faturamento de 708 milhões de euros. E neste valor não estão considerados os 222 milhões da transferência de Neymar para o PSG.
Segundo balanço do Barça o orçamento do clube para a próxima temporada será de impressionantes 897 milhões de euros. Aqui contando com os valores da transferência do craque brasileiro.

 
A expectativa do clube é atingir em mais duas temporadas o histórico faturamento de 1 bilhão de euros.
Real passou Barça em gastos salariais
Nos últimos anos o Barcelona apresentou aumento substancial dos gastos salariais, passando inclusive o seu arquirrival nesse quesito. Em alguns anos, mesmo faturando menos, os gastos com os salários já eram bem maiores.
Essa realidade mudou em 2017. O Real viu seus gastos salariais subirem 32% em 2017 e atingirem 406 milhões de euros, frente aos 307 milhões de euros de 2016.
Já o Barça depois de muito tempo apresentou uma queda nos gastos salariais, passando de 396 milhões de euros em 2016 para 390 milhões de euros em 2017, redução de 2%.
Ambos fecham temporada com lucros
Bem diferente do que ocorre no futebol brasileiro, os gigantes Real Madrid e Barcelona sempre encerram suas temporadas no azul.
A regra é manter um equilíbrio orçamentário, cujos gastos já estão planejados e nenhuma loucura é permitida.
Em 2017, Real fechou a temporada com lucro líquido de 21 milhões de euros frente aos 30 milhões de euros de 2016.
Nos últimos seis anos o clube merengue acumulou lucros de 222 milhões de euros.
Já o Barça encerrou 2017 com lucro líquido de 18 milhões de euros, na comparação com os 29 milhões de euros de 2016.
Nos últimos seis anos o clube culé acumulou lucros de 184 milhões de euros.

Flamengo atinge novo recorde financeiro

ENTENDER O ESPORTE COMO FONTE DE RENDAS, AS MARCAS, A GESTÃO ESPORTIVA E SEUS CONSUMIDORES/ TORCEDORES ,É O GRANDE SECULO XXI . ABAIXO UM TEXTO CRÍTICO QUE ABORDA MUITO BEM AS QUESTÕES QUE DIALOGAM COM AS MARCAS E O MARKETING ESPORTIVO 
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Na última semana, o clube apresentou dados de uma suplementação orçamentária, mas diferente dos demais times, os dados atualizados não eram para cobrir rombos financeiros.
E sim para adicionar novas receitas muito elevadas, por conta da transferência de Vinicius Junior para o Real Madrid e Jorge de Oliveira para o Mônaco.
O clube com isso encerrou 2017 com faturamento recorde do futebol brasileiro e das Américas, atingindo R$ 633 milhões, crescimento de 24% em relação a 2016.

Esse salto foi proporcionado pelo aumento substancial das receitas com as transferências de atletas que passaram de R$ 12 milhões em 2016 para R$ 198 milhões em 2017.
Foi a primeira vez na história que o clube atingiu tamanho ganho no mercado de transferências.
Foram quase R$ 30 milhões com a transferência de Jorge de Oliveira e outros R$ 146 milhões com Vinicius Junior. As transferências saltaram de uma participação de 2% da receita total do clube em 2016, para 31% no ano passado.
Por outro lado, houve uma queda nas receitas com direitos de transmissão. Em 2016 o clube registou integralmente as luvas pelo novo contrato da Globo que se inicia em 2019. O valor com a TV caiu de R$ 297 milhões em 2016 para R$ 200 milhões em 2017.
Sem o valor das transferências, a receita foi de R$ 435 milhões, queda de 13% em relação a 2016, quando atingiu R$ 498 milhões. Na comparação com 2015, as receitas sem atletas cresceram 26%.
Em 2017, os patrocínios apresentaram alta e atingiram R$ 76 milhões. Chamou a atenção as receitas com sócio torcedor que eram R$ 26 milhões em 2016 e saltaram para R$ 43 milhões em 2017, evolução de 62%. Somando estes valores com os R$ 49 milhões de bilheteria, o clube gerou R$ 92 milhões com seus jogos.

As receitas ligadas diretamente ao negócio voltaram a crescer e neutralizaram um pouco a redução por não contar com as luvas da TV.

O tripé adotado pela gestão flamenguista é seu diferencial em relação aos demais clubes do Brasil. O foco em maximizar receitas, controlar custos e pagar dívidas está realmente dando muito resultado.
O grande desafio será equilibrar os custos de 2018, frente à redução das receitas com transferências. Flamengo está entre os que mais gastam e precisa de títulos.
O incremento futuro das receitas depende muito deste sucesso esportivo, para poder criar o verdadeiro ciclo virtuoso:
Títulos que geram receitas, que ampliam o investimento e que trazem mais títulos.
Superávits e Patrimônio Líquido são destaques
Um dado contundente de 2017 foi o superávit do clube que deve atingir R$ 155 milhões, o maior valor da sua história. Em 2016 fechou com R$ 153 milhões e em 2015 outros R$ 130 milhões.
Nos últimos quatro anos foram superávits expressivos, que somados atingiram R$ 503 milhões.
Essa história recente impactou muito a vida financeira do clube. Com esses altos superávits seu Patrimônio Líquido pela primeira vez em décadas ficou positivo.
O Patrimônio Líquido representa a riqueza de uma organização, são os recursos próprios descontadas suas dívidas
Em 2013, o Patrimônio Líquido do clube era negativo, chamado de Passivo a Descoberto em R$ -443 milhões. Em 2017 ficou positivo pela primeira vez e deve fechar próximo de R$ 55 milhões, frente aos R$-95 milhões de 2016.
Para Claudio.Pracownik, vice de finanças do clube: “Este é um momento icônico e que, de efeitos práticos, reduz as taxas de captação, abre a porta para cartas de fiança em garantias, e nos possibilitará a ser auditado por uma Big4 muito em breve!”


 
  *Projetado

Falta de oxigenação de ideias no futebol brasileiro




EM NOVEMBRO DE 2017  foi realizado em São Paulo o maior Congresso de Sport Business da América Latina, o SportBiz Latam.  Com várias edições realizadas em diferentes países de toda a região, o evento sempre convida palestrantes internacionais.
E são eles que apresentam novas visões, belos cases e uma construção de marca que os clubes brasileiros nem sonham.
O evento realizado no clube Pinheiros em São Paulo não contou com a presença de nenhum representante de clube brasileiro inscrito. Isso não é novidade, já que dirigentes em suas mais variadas áreas não se interessam em assistir palestras e debates. Querem sempre palestrar,  como se tivessem o que dizer.
O único clube representado no evento foi o Flamengo, em um painel sobre sócio torcedor e licenciamento.
Como sempre frequentei como palestrante e também espectador de congressos ao logo de duas décadas sempre considerei esse o maior problema do futebol brasileiro.
Mesmo gerindo mal a marca e todo o negócio, acreditam que estão no caminho certo e não necessitam aprender novos conceitos e boas práticas.
Os clubes europeus apresentaram uma realidade global, e como chegaram lá e não tinha um diretor de marketing de clube de futebol do Brasil para ouvir e aprender.
Deviam estar muito ocupados negociando algum patrocínio pontual ou espaço no abadá que virou seu uniforme.
O fato é que a Indústria Esporte no Brasil para prosperar precisa que seus players atuem como em qualquer mercado, buscando qualificar a sua gestão.
Para fazer isso somente com profissionais bem formados e com entendimento do que de mais moderno está sendo feito no mundo.
Os gigantes da Europa já faturam R$ 12 bi por ano só em marketing, essa inclusive é a receita mais importante segundo a Deloitte para os 20 times mais ricos do continente.
Hoje os ganhos com patrocínios, licenciamentos e exploração da marca são mais importantes que os valores recebidos da TV, outros R$ 11 bi.
Europa X Brasil, quem será que está certo?


Enquanto isso os licenciamentos dos clubes brasileiros representam 0,1% dos R$ 70 bilhões movimentados no esporte global, segundo meu último estudo.
Se quisermos evoluir teremos que mudar basicamente tudo. Em palestras no evento os diretores de Barcelona e Bayern de Munique, ambos residentes em NY comandam seus escritórios internacionais com 10 profissionais contratados.
Mais que o marketing de muitos clubes no Brasil.
Fui responsável em fazer uma palestra sobre o potencial desperdiçado do futebol brasileiro. Sem dúvida o Brasil é o maior potencial desperdiçado do futebol mundial.
O país é o maior mercado de mídia e entretenimento entre os emergentes, conta com 160 milhões de torcedores, 80% da população acompanha futebol na mídia e os clubes poderiam ser potências mercadológicas globais.
Mas não são!
Muito além da diferença de PIB, o futebol brasileiro parou no tempo em termos de gestão de marca. Enquanto americanos e europeus faturam alto na relação dos clubes, com os fãs e patrocinadores, os times brasileiros continuaram nessa loucura de lotar  uniformes, placas e backdrops.
O foco nos projetos é outro, muito além da visibilidade. Por conta disso os clubes europeus contam com 40, 50, 60 patrocinadores e os nossos com 3 ou no máximo 4, todos no uniforme.
Se quisermos melhorar nossas receitas de marketing no futebol teremos que mudar totalmente a forma como os clubes trabalham suas marcas. As receitas novas virão dessa nova abordagem.
Minotauro foi um case
O ex-lutador de MMA Minotauro fez uma palestra e contou sobre sua história de superação e também um belo case de como transformar um atleta em um produto de marketing.
Inclusive citou um certo preconceito que o Brasil tem de encarar que um atleta é um produto altamente valioso.
O UFC mudou a forma como se faz marketing na modalidade.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Bayern constrói suíte para fã ver jogo deitado na cama na Allianz Arena...

ENTENDER O ESPORTE COMO FONTE DE RENDAS, AS MARCAS, A GESTÃO ESPORTIVA E SEUS CONSUMIDORES/ TORCEDORES ,É O GRANDE SECULO XXI . ABAIXO UM TEXTO CRÍTICO QUE ABORDA MUITO BEM AS QUESTÕES QUE DIALOGAM COM AS MARCAS E O MARKETING ESPORTIVO 
SE SUA EMPRESA SE INTERESSA PELO ASSUNTO AGENDE UMA PALESTRA COM A PROFA DRA. SELMA FELERICO. - PÓS DOUTORA EM COMUNICAÇÃO PELA ECA- USP / DOUTORA EM COMUNICAÇÃO E SEMIÓTICA PELA PUC- SP. PROFESSORA DE MARKETING E COMUNICAÇÃO DESDE 1987 NA ESPM; FAAP E NO MACKENZIE. PUBLICITARIA DESDE 1982 . E AMANTE DO FUTEBOL DESDE OS ANOS 60. 
SFELERICO@GMAIL.COM

(11) 992214490 

A IDEIA PODE SER BIZARRA PARA NOSSOS PADRÕES, AFINAL O PÚBLICO BRASILEIRO GOSTA DE ASSISTIR OS JOGOS DE PÉ... MASDEVEMOS ADMITIR QUE GEROU MÍDIA ESPONTÂNEA NO MUNDO TODO, EM SITES, JORNAIS, TV, BLOGS E AFINS!!!!! 

PROFA SELMA FELERICO.... SFELERICO@GMAIL.COM 







O Bayern de Munique vai oferecer uma experiência VIP nova a seu torcedor, em uma parceria com a rede de hotéis Marriott. Em breve torcedores do time terão a oportunidade de acompanhar partidas hospedados numa suíte dentro da Allianz Arena, com vista privilegiada do campo.
Além da vista para o jogo, a suíte terá acesso a um bar, onde serão servidos coquetéis e aperitivos durante as partidas do Bayern. No entanto, ainda não foram divulgados os preços desta experiência de um dia, nem quando o serviço passará A SER DISPONIBILIZADO. 
Mas, para marcar a estreia do serviço, a empresa responsável vai sortear dois ingressos para torcedores acompanharem da suíte a partida contra o Borussia Dortmund em 31 de março. Os vencedores terão direito a duas diárias no quarto - 

Veja mais em https://uolesporte.blogosfera.uol.com.br/2018/02/12/bayern-constroi-suite-para-fa-ver-jogo-deitado-na-cama-no-allianz-arena/?cmpid=copiaecola

O Futebol Brasileiro precisa rever seus torcedores

O texto abaixo deve ser lido e refletido por todos que  gostam e  investem em futebol.  As duas ações ocorridas no final de ...